sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Aos Neo-Conservadores, com carinho.

Durante anos escutei, e ainda escuto, os legalistas-hipócritas se esbravejando contra nós. Durante anos as principais comunidades católicas do Orkut em prol da "defesa da Igreja" e seus sites nos consideraram "excomungados-cismáticos". Quando os efeitos legais das excomunhões foram anulados, foram os primeiros a minimizarem seus efeitos. Durante muito tempo eu mesmo estive longe da Tradição e do seu Santo Rito por culpas deles, pela lavagem cerebral que suas constantes "não estão em plena comunhão com Roma" me causavam. Criando ao redor deles próprios uma Igreja "cor de rosa" onde "a crise era apenas de autoridade" se contentavam em sentar e esperar as mudanças. Mudança essa que passariam diretamente pela "Plena aceitação do espírito do concílio" por nossa parte.

Algum tempo passou, muitos deles perceberam que os tempos estavam ficando cada vez menos favoráveis as suas posições: A liberalização do Rito Gregoriano, a remissão das excomunhões e as conversações. Começaram a alegar "restrição de consciência" as suas antigas posições e então, se calaram. Os tópicos e debates sumiram. Seus sites pararam de publicar artigos sobre nós. Estão a brigar com suas próprias consciências: "Será que estamos contra o Santo Padre"?

O tempo, a oração, a reflexão e os estudos me libetaram dessas amarras. Uma reflexão muito simples me provou isso: Se eles, que seguem a Tradição Milenar da Igreja não estão, quem está em "plena comunhão"? Boff, Beto,Fábio de Melo?

Hoje, mais uma vez, uma raio de esperança penetrou na minha alma e tenho certeza que os neo-conservadores mais uma vez se perguntam: "Estaremos nós contra o Papa"?

Leiam aqui


Um e-mail que recebi

Há uns cinco dias enviei para todos os meus contatos um e-mail apontando nove razões pelos quais nós católicos não podemos votar na abordista Dilma. Um destes meus contatos é de um sacerdote reitor de um seminário diocesano em Minas Gerais. Aqui publico o e-mail que ele me respondeu. Peço que tirem suas próprias conclusões.

Caro Pedro
 
Graça e Paz
 
Analisei suas posições com relação à candidata Dilma enviada a mim por e-mail. Talvez você tenha apenas repassado. O tal e-mal traz nove razões para não se votar na candidata em questão. Espero que você tenha a mesma consideração e leia atentamente as minhas ponderações. Não digo para você não votar no Serra, pois estou com a Igreja oficial (leia-se CNBB) que já lançou nota a respeito do momento eleitoral e não indica candidatos, pois isso é uma violência contra a consciência das pessoas e eu não quero violentar a sua. Aconselho, no entanto, que você não entre nessa política subterrânea, boateira, pequena e mesquinha que santifica um e “demoniza” o outro. Seguem as minhas ponderações:
 
1- A CPMF foi aprovada e colocada em prática no governo do PSDB (FHC E Serra). Agora eles a derrubaram no senado para passar a imagem de bonzinhos. Não duvido que voltem com essa idéia, pois sabem que precisam desse dinheiro. Derrubam a CPMF e aumentam os preços dos pedágios...
 
2 – Sobre a Bolsa Família: para quem sempre teve mais que o suficiente para viver muito bem, ela será sempre uma bobagem, uma fábrica de preguiçosos, um jeito de alimentar os pobres, onde já se viu... Mas para quem é sensível  e capaz de se colocar no lugar do outro, especialmente o outro sempre desfavorecido pelos governos, sabe a importância  e o significado desse benefício, que aliás, o PSDB de Serra critica, mas ao mesmo tempo promete dar até 13º de bolsa família. Que coisa, não?
 
3 – Sobre a corrupção, essa deve nos indignar fortemente e devemos lutar contra ela severamente, mas quem disse que o PSDB está isento de corrupção? Já ouviu falar das sanguessugas? Antecipo a questão do “mensalão”, pois pelo que sei há indícios dele ter estado em prática quando da votação da emenda da reeleição para FHC.
 
4 – Sobre os meios de comunicação pergunto: são eles realmente democráticos? Pense comigo: falam mal do presidente, chamam-no de “pinguço”, de desprepado, de “ditador” etc, etc, etc. Pois, bem é só o presidente ou qualquer outro responder à crítica ele é imediatamente homem da censura. Pelo princípio democrático a Mídia deveria saber lidar com o sagrado direito que todos têm de se expressarem. Esse direito não é só da imprensa e liberdade não significa fazer e falar o que bem entende de qualquer pessoa. Aliás, a imprensa acusa, mas quando se prova que o acusado é inocente ela não noticia, pois não dá ibope. Questiono o princípio democrático da imprensa, penso que ela está a serviço de grupos elitizados e detentores do dinheiro.
 
5 – Os casos Erenice, dólar na cueca, “mensalão” são graves e precisam ser apurados para o bem da verdade, da democracia e do povo. Mas também são graves e precisam ser da mesma forma bem apurados o “mensalão” do DEM em Brasília e do PSDB em Minas Gerais quando da eleição do até agora senador Eduardo Azeredo. Agora também o caso do Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto) que teria desviado 4 milhões da campanha do PSDB. Este homem está ligado ao Serra e ao governo do PSDB em São Paulo, embora o candidato tenha negado conhecer o referido senhor, mas teve que voltar atrás.
 
6 – Sou contra a quebra de sigilo fiscal, da invasão de privacidade, de panfletos usando o nome da Igreja (má fé total), como também do PSDB ter pedido o mandato do vereador, agora deputado federal eleito Gabriel Chalita, por este ter deixado o partido indo para outro. Os “psdbistas” acham errado alguém sair do PSDB e ir para outro partido, mas não pensam assim quando alguém sai de outro partido e filia-se ao PSDB. Muito justa essa posição, não acha?
 
7 – Sou contra Jader Barbalho, José Dirceu, Sarney, Renam Calheiros e OUTROS como os Vedoin, Ronivon Santiago, Carlos Rodrigues, Maria da Penha Lino (todos e muitos outros envolvidos no escândalo dos sanguessugas iniciado no Governo do PSDB de FHC e Serra – Ministro da Saúde). Os Vedoin diziam que na época do Serra era mais fácil realizar a máfia das ambulâncias.
 
8 – Quanto á política internacional sou a favor de um diálogo franco, honesto e verdadeiro com todas as nações. Criticamos muito o Irã, e com razão penso eu sobre a pena de morte imputada àquela mulher adultera. Mas não criticamos os EUA por matar, via lei da pena de morte (da mesma forma que o Irã) uma mulher por meio da injeção letal por crimes contra o marido. Pesos diferentes? Por quê? Criticamos Hugo Chaves e devemos fazê-lo, mas não fazemos o mesmo com os desmandos americanos sobre países pobres e da América Latina. Está certo isso? O Busch é contra o aborto e outras questões éticas. O que adianta isso se mata milhares e milhares de pessoas com suas bombas nas guerras inventadas. Onde está nossa indignação?
 
9 – Sou contra o caos aéreo, vivenciado inclusive em outros países, basta assistir os noticiários. Mas sou favorável ao crescimento econômico de tantas pessoas que hoje podem viajar de avião, coisa antes vivenciada só pelas ELITES. Porque que o povo pobre não tem o direito de viver bem? O que assusta tanto a ELITE conservadora? O risco de perder as rédeas sobre os pobres cordeirinhos?
 
Realmente AINDA HÁ TEMPO DE REESCREVER O FUTURO DOS PRÓXIMOS 4 ANOS. Mas não faremos isso com uma corrente viral, isso é baixo demais, o próprio nome diz. Precisamos é ter consciência histórica, sensibilidade, sermos políticos com “P” maiúsculo e não “p” minúsculo como estamos vendo nessa eleição.  
 
Fraternalmete

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Consistório 2010 - Uma breve análise.

Hoje, o Santo Padre Bento XVI anunciou a criação de 24 novos cardeais, sendo 20 eleitores e 4 não eleitores.

São eles:

Mons. Angelo Amato - Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos: Sucessor do Cardeal Saraiva Martins, já foi cotado para presidente da Congregação "dos Religiosos". Neo-conservador, fez um triste declaração em que dizia que não acreditava que o Santo Padre celebraria a Santa Missa no Rito Antigo.


S.B. Antonios Naguib - Patriarca de Alexandria dos Coptas


Mons. Robert Sarah - Presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”: Sua nomeação ocorreu a apenas 13 dias


Mons. Francesco Monterisic - Arcipreste da Basílica papal de São Paulo Extramuros: Durante anos braço direito do controverso Cardeal Ré, viu os 75 anos chegarem e com eles a sua imediata transferência para o cargo de Arcipreste, um cargo bem menos influente que o de secretário da Congregação do Bispos.




Mons. Fortunato Baldelli - Penitenciário Maior: Durante 10 anos, Dom Fortunato foi Núncio Apostólico na França e responsável por aquela terra não ser, atualmente, um deserto sem fé e esperança. Contudo, isso não impediu que péssimos Bispos fossem nomeados durante o seu período como núncio.




Mons. Raymond Leo Burke - Prefeito do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica: Tradicionalista e Ratzingeriano duro. Sua nomeação para o colégio cardinalício é uma esperança para a Santa Igreja. É um dos poucos Bispo ( e agora Cardeal) que utiliza a capa magna e celebra o Rito Gregoriano em Roma.




Mons. Kurt Koch - Presidente do Pontifício Conselho para a Promocão da Unidade dos Cristãos: Visto com desconfiança pelo Santo Padre, quando Cardeal (aqui)
por sua linha inicialmente progressista, o futuro Cardeal Koch se mostrou, como bispo de Basiléia na Suiça, conservador e alinhado com o pensamento do Romano Pontífice. É o sucessor, na Unidade dos Cristãos, do nefando Cardel Kasper.






Mons. Paolo Sardi - Vice camarlengo da Santa Igreja Romana e Pro-Patrono da Ordem de Malta: Neo conservador e membro da área Sodaniana da Secretaria de Estado. Pouco em sintonia com o atual Secretário, Cardeal Bertone.



Mons. Mauro Piacenza - Prefeito da Congregação para o Clero - Tradicionalista e Ratzingeriano junto com Dom Burke e Dom Ranjith, são as esperanças entre os novos membros do colégio cardinalício. Substituiu a 13 dias o "ninguém-consegue-explicar-por-que" antigo prefeito da C. do C., Cardeal Hummes.




Mons. Velasio de Paolis - Presidente da Prefeitura para os Assuntos Econômicos da Santa Sé: Tem figurado recentemento nos noticiários por ter sido a escolha do Santo Padre para guiar a reestruturação da Congregação Legionários de Cristo, abalada pelos escândalos do seu fundador, Pe. Marcial Maciel.




Continua










segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Good Bye Bad Bishop!

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales-SP

Faltam 1565 dias para a sua renúncia!

Acessem o original: http://www.goodbyebadbishops.com/
Se eu soubesse como, faria uma versão tupiniquim!

Rezemos pelo nosso Brasil!

Da CNBB não espero mais nada

Realmente não é preciso esperar nada da CNBB. O fato é que o segundo turno esta chegando e a abortista Dilma continua a frente nas pesquisas (ainda que José Serra tenha crescido muito e em algumas pesquisas já temos empate técnico) e a CNBB continua inoperante diante desta situação. Confesso que fiquei muito contente com os panfletos que foram destribuidos em Aparecida, em Belo Horizonte e em outras cidades, assinados pela CNBB (ou pelo menos por uma parte dela), contra-indicando o voto na abortista Dilma. Cheguei a pensar que isso era uma mudança de postura desta intituição e começei a acreditar em uma luz no fim do túnel. Quanta ingenuidade minha!!! Já dizia o velho ditado: "pau que nasce torto não indireita".
Hoje o Regional Sul 1 já desmentiu tudo. Dizeram que a CNBB não tinha nada a ver com os planfletos e que a Igreja não pode interferir nestas questões. De fato concordo plenamente que a Igreja não deva fazer política partidária, mas a questão é o imenso perigo que nossa nação corre caso o PT continue no poder.
A missão dos bispos é pastorear o povo de Deus. Como eles devem fazer isso? Sendo verdadeiros profetas, nunca tendo medo de serem defensores da verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo, denunciando e combatendo heresias, lutando para defender vida do seu povo com clareza de doutrina acima de tudo. Realmente eu não entendo a cabeça da CNBB. Se dizem defensores dos fracos e oprimido, mas não possuem a coragem para defender pobres crianças que nem nasceram ainda. Não possuem a coragem para se levantarem contra um partido político cheio de corrupção em todos os sentidos da palavra e preferem ficar calados diante desta situação que clama por justila divina. Misericórdia meu Senhor, porque seu povo esta como ovelha sem pastor, porque seus pastores fugiram da luta e abandoraram seu povo! 
Todavia faço justiça a bispos corajosos que levantaram a voz em defesa da vida como o bispo de guarunhos, ao bispo de Oliveira e ao lendário Dom José Cardoso Sobrinho. Estes são bons pastores e deram a vida por seu rebanho e digo isso porque não sei que tipo de represália eles podem sofrer caso a abortista ganhe. Rezemos por eles.
Como os bispos não fazem a parte deles cabe a nós leigos fazermos a nossa. Já mencionei neste espaço por diversas vezes o perigo que corremos se esta senhora vencer as eleições, mas penso que é bom frizarmos um pouco mais, pois me parece que se a Dilma esta ganhando é porque muita gente ainda não entendeu o perigo das propostas petistas.
Primeiramente a Dilma é abortista, apesar dela estar fazendo de tudo para "apagar" esta imagem de abortista ela sempre defendeu o dereito de aborto e isso esta mais do que documentado em intrevistas, declarações e etc e tal. Segundo a Dilma defende a união civil de homossexuais. Isso é inadimicível para nós católicos, pois o "casamento gay" é uma banalização daquilo que é a fé da Igreja em relação ao matrimônio. Terceiro ponto: a Dilma pertence a um partido historicamente ligado a idéias comunistas contrárias a doutrina da Igreja. Todos nós sabemos como a Igreja sofreu em lugareres aonde o regime socialista /comunista foi implantado e é isso que o PT quer implantar no Brasil uma ditadura do socialismo. Quarto ponto: todos sabemos através  dos noticiários o histórico de corrupção do governo PT e mais recentemente o caso de corrupção envolvendo a senhora Erenice Guerra ex-acessora da Dilma na Casa Civil. Quinto ponto: A Dilma é mentirosa visto que ela esta dizendo ser contra o aborto apenas para atrair votos dos menos esclarecidos.
Agora é o momento de intensificarmos nossa oração. Peçamos a Senhora Aparecida que interceda pelo seu povo para que esse flagelo comunista não destrua do que ainda sobrou de católico no Brasil

domingo, 17 de outubro de 2010

Dom Antônio de Orleans e Bragança e a atual situação política do Brasil

Publico neste espaço uma exelente entrevista de Dom Antônio de Orleans e Bragança acerca da atual situação política do Brasil. Fico a pensar como seria diferente nossa situação caso a monarquia fosse restaurada. Certamente não estaríamos com medo da legalização do aborto, da legalização da união civil de homossexuais, da eutanásia e etc. Sem contar que nossa familia imperial é conhecida por sua conduta moral impecável e pelo seu catolicismo praticado de forma verdadeira, bem diferente da abortista Dilma.

Pela restauração da monarquia católica, vos suplicamos Senhor!




No dia 6 de junho, após a  Missa de Ação de Graças realizada na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Outeiro, na Glória (Rio de Janeiro), em comemoração ao 72º aniversário do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Antonio concedeu entrevista ao IBI:
Gostaria que o senhor falasse sobre o nosso chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Luiz de Orleans e Bragança.
D.Luiz representa não só para a família como para todos que o conhecem uma figura boníssima e um Chefe de Estado ideal. É de uma boa vontade imensa, um católico fervoroso e muito corajoso. Nunca teve medo de expor suas opiniões quanto a situação atual do País. Certa vez uma senhora portuguesa perguntou a um amigo qual era o perfil dos príncipes brasileiros. Ele falou sobre a imparcialidade de D.Luiz e a defesa da Nação que faz. Ela, então, respondeu: esse é o perfil ideal de um líder para qualquer país do mundo.
Como o senhor vê o atual momento da política nacional?
Nós vemos um descalabro por todos os lados, uma falta de respeito a população, uma falta de respeito as leis. O próprio presidente descumpre a legislação, como no caso da propaganda eleitoral antecipada.  Ele, como Chefe de Estado, deveria ser o primeiro a dar exemplo e isso não acontece. Temos um lindo e rico País e se vê tentativas de destruição dele. Atualmente no Brasil há um desrespeito a separação dos poderes com o presidente tentando influenciar a todos de forma negativa. Falta a figura do Imperador, do Poder Moderador, que está acima dos partidos. O Imperador já nasce com a responsabilidade. É um sacrifício que nós, da Família Imperial, fazemos com grande prazer. O Monarca, desde o nascimento, tem uma responsabilidade imensa com a Nação. Desde criança é preparado para considerar o País a sua família. O interesse maior dele, portanto, é o bem da sua Nação, da sua família.  
Os países com melhores resultados de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo são monarquias. Podemos dizer que os países democráticos, como mais justiça social, são conduzidos por monarcas?
Perfeito. Para uma democracia funcionar é preciso o respeito as leis e alguém acima, no caso o Monarca, é fundamental para que sejam cumpridas. O Poder Moderador sempre previu isso. A autoridade moral do Monarca traz em si o respeito às instituições.
Como o senhor acha que os movimentos monarquistas devem se posicionar neste momento do País?
Temos que preparar o País para uma eventual volta a Monarquia com uma mudança radical. Temos que combater várias tendências como, por exemplo, o PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos) que subverte toda a Constituição do País. É uma constituição soviética feita por decreto que não respeita a livre iniciativa, principalmente o agronegócio, e a tradição católica dos brasileiros ao permitir o aborto e proibir símbolos religiosos nas repartições públicas. Eu gostaria de saber o que eles fariam com o Cristo Redentor? É um plano imposto, um golpe marxista, anti-cristão e anti-família.
O que o senhor acha do ensino de história no Brasil?
Quando eu estudei história falava-se muito pouco da Monarquia. Já com os meus filhos, quando via os trabalhos que os professores passavam eu me irritava de tal maneira com as mentiras, com a maneira jocosa, com os anti-valores que a tendência socialista trouxe para o ensino. Eu lia os livros e falava aos meus filhos que estavam totalmente errados. Os cursos de história atualmente são inteiramente falsos, tentando passar uma visão única, que é a visão socialista. Mas estou tranquilo quanto ao futuro do movimento monárquico. D.Rafael, na missa em memória do irmão, assumiu o compromisso de seguir os mesmos passos. Ele está se preparando para liderar e ser um grande Chefe de Estado.

Fonte: Brasil Imperial

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eis o que precisamos: um novo Garcia Moreno!

Eis um perfeito exemplo de governante que precisamos no Brasil. Um governante verdadeiramente católico, que não nega a história de seu país e que ama verdadeiramente seu povo. Garcia Moreno, como toda a América do sul deve a ele sua devoção e admiração. Que ele interceda pelo nosso Brasil neste tempo turbulento de eleições.





Gabriel Garcia Moreno nasceu em Guayaquil, sul do Equador, em 24 de dezembro de 1821. Seu pai, Gabriel Garcia Gómez, espanhol, faleceu repentinamente quando ele era pequeno, pouco depois de perder a fortuna. Sua mãe, D. Mercedes Moreno, da aristocracia local, procurou um sacerdote para ensinar-lhe as primeiras letras. Estudou depois no Colégio San Fernando, de Quito.
Movido pelo fervor religioso, recebeu as ordens menores em 1838. Entretanto, convencido da falta de vocação, ingressou na faculdade de Direito. Ao formar-se, dedicou-se à política
Durante curto período foi comissário de guerra na jurisdição norte, e em 1846 dirigiu alguns periódicos oposicionistas, mas colaborou com o governo na ameaça de invasão do país pelo general Flores em 1847. Foi ativo membro do conselho municipal de Quito, e depois governador de Guayas. Em 1849 foi exilado pela primeira vez, fazendo no ano seguinte sua primeira viagem à Europa.
De volta ao seu país, dedicou-se novamente à política. Em 1853, trabalhou com êxito para que o Equador aceitasse os jesuítas, expulsos da Colômbia. Foi eleito senador, mas não pôde tomar posse. Mais uma vez foi desterrado por três anos, aproveitando esse período para aprofundar seus estudos na França, e o fez com tal afinco, que adoeceu. Numa carta, afirma: “Reconheço que tenho abusado de minhas forças, e pouco faltou para que me prejudicasse. Nem minha cabeça nem minhas forças estão em proporção com a energia da minha vontade”.
Voltando ao Equador, desempenhou vários cargos elevados na vida cultural do país. Em 1857 foi eleito prefeito de Quito e reitor da universidade local. Iniciou sua carreira de senador, na qual se destacou por flamejantes intervenções. A 2 de abril de 1861 foi designado presidente da nação.

Missão providencial: livrar o país do caos

Fazendo juntamente com a Venezuela parte da Grã-Colômbia, criada por Bolívar logo depois da guerra de independência no início do século XIX, o Equador surgiu como nação autônoma em 1830, com o desmoronamento daquela união. As revoluções que se seguiram lançaram o país no caos. Maus governos, além de ressentimentos nacionais (litoral contra a serra, burgueses de Guayaquil contra proprietários rurais da região alta, brancos contra índios e negros), faziam com que o único traço — e este, sublime — que unia todos os equatorianos fosse a Religião Católica, Apostólica, Romana. Sobre essa força viva, a mais arraigada e generalizada no Equador, Garcia Moreno procurou moldar seu governo.
Não era fácil, pois os católicos estavam praticamente órfãos. O clero, reduzido e relaxado, não cumpria devidamente suas funções. Os seminários em decadência, a instrução religiosa carente e parcelas da população inteiramente sem guia.
O Equador precisava nesse momento de mão forte. E os próprios adversários de Garcia Moreno são os primeiros a reconhecer que ele foi o homem providencial para aquele momento crítico.
Um historiador sintetizou com precisão seu caráter e sua obra: “Infatigável, estóico, justo, enérgico em suas decisões, admiravelmente lógico em sua vida, Garcia Moreno é uma das maiores personalidades da história americana [...]. Em quinze anos transformou completamente seu pequeno país segundo um vasto sistema político, que somente a morte o impediu de consumar. Místico do tipo espanhol, não se conformou com a contemplação estéril; necessitava de ação: foi organizador e criador”.

Resolução do presidente: Concordata com a Santa Sé

Quando Garcia Moreno assumiu a presidência, a situação da Igreja no Equador era de insubordinação, imoralidade, relaxamento geral. Isso devido em grande parte ao sistema do padroado, que limitava o poder da Santa Sé, deixando ao governo civil a prerrogativa de zelar pela Religião. Para sanar essa situação, o presidente procurou logo fazer uma concordata com Roma. Já seu primeiro artigo dá a tônica de toda ela: estipula que a Religião Católica, Apostólica, Romana continuaria sendo a única do Estado e conservaria os direitos e prerrogativas que Ela deve gozar segundo a Lei de Deus e as disposições canônicas. Todo culto dissidente ficava proibido. Como conseqüência lógica, “a instrução da juventude nas universidades, colégios, faculdades, escolas públicas e particulares será, em tudo, conforme à doutrina da Religião católica”. Isso porque “a Religião católica era um dos poucos vínculos da nacionalidade equatoriana [...]. O catolicismo é uma força de coesão política”. Por isso, “os artigos fundamentais [da concordata] não foram atacados, nem sobre eles se propuseram emendas”.

Consagração do Equador ao Sagrado Coração de Jesus

Quando da invasão dos Estados Pontifícios em 1870, Garcia Moreno foi o único governante no mundo a elevar sua voz, enviando ao ministro das Relações Exteriores da Itália uma nota de protesto contra o esbulho sofrido pelo Soberano Pontífice, e denunciando a usurpação que realizava o governo italiano. O Papa, agradecido, concedeu-lhe a condecoração de primeira classe da Ordem de Pio IX, com um Breve de recomendação datado de 27 de março de 1871.
“Como manifestação de solidariedade à Santa Sé, [Garcia Moreno] decretou, em 1873, que se enviasse ao Sumo Pontífice dez por cento dos dízimos que correspondiam ao Estado”.
Entretanto, o ato mais simbólico do governo de Garcia Moreno foi a consagração eclesiástica e civil da República ao Sagrado Coração de Jesus nesse mesmo ano. “Reconheço a fé do povo equatoriano, e essa fé me impõe o sagrado dever de conservar intacto o seu depósito”, afirmou o presidente nessa ocasião.
Já em 1861 um decreto da Convenção havia declarado a Virgem das Mercês Padroeira da nação equatoriana.

Morte heróica, devido ao ódio à fé católica

Até onde iria chegar esse governo em seu fervor religioso? Isso preocupava as lojas maçônicas, que começaram a planejar seu extermínio.
Numa carta a Pio IX, como que antevendo seu fim, Garcia Moreno escreveu: “Que riqueza para mim, Santíssimo Padre, ser odiado e caluniado por meu amor ao nosso Divino Redentor! Que felicidade, se vossa bênção obtiver para mim do Céu a graça de derramar meu sangue por Ele, que, sendo Deus, quis derramar Seu sangue por nós na cruz!”.
No dia 6 de agosto de 1875 Garcia Moreno entrou na catedral para fazer uma visita ao Santíssimo Sacramento antes de ir para o palácio presidencial. Vieram avisar-lhe que alguém precisava falar com ele com toda urgência. Quando subia as escadarias do palácio, um celerado chamado Rayo, aos gritos de “morte ao tirano”, atingiu-o na nuca com um facão, e quase decepou-lhe os braços com os quais procurava proteger-se, enquanto três cúmplices disparavam-lhe tiros no peito. Garcia Moreno, moribundo, foi jogado na praça, onde Rayo deu-lhe várias facadas na cabeça. Enquanto agonizava, conseguiu molhar o dedo no próprio sangue e escrever no chão: “Dios no muere”.
Levado às pressas para a catedral ainda com vida, recebeu a extrema-unção antes de expirar.
Ao saber da dolorosa notícia, o Papa Pio IX declarou que o Equador “distinguiu-se milagrosamente pelo espírito de justiça e pela fé inabalável de seu Presidente, que mostrou-se sempre o filho submisso da Igreja, cheio de devoção para com a Santa Sé, e de zelo para manter a Religião e a piedade em toda a sua nação [...]. Então, nos conselhos das trevas organizados pelas seitas, esses vilões decretaram o assassinato do ilustre Presidente. Ele caiu sob o aço de um assassino como uma vítima de sua fé e de sua caridade cristã”.

Fonte: catolicismo.com