quinta-feira, 30 de setembro de 2010

São Jerônimo e o leão

Hoje é dia do grande São Jerônimo doutor da Igreja e mestre das sagradas escrituras. Ele é conhecido por ter traduzido toda sagrada escritura para o latim na edição conhecida como vulgata.
É comum encontramos representações sacras de São Jerônimo junto a um leão. Sinceramente não não sabia por qual motivo. Pensava que era devido ao fato de São Jerônimo ter sido totalmente intolerante para com os erros, sendo muito conhecido por seu caráter irrascível. Todavia pesquisando na internet descobri este fato interessante (não sei se é apenas lenda) que justifica a representação liturgica de São Jerônimo:

" Uma tarde São Jerônimo sentou-se com seus amigos monges no seu monastério em Jerusalém ouvindo a lição do dia quando um gigantesco leão aproximou-se andando em três patas, com a quarta pata levantada. Imaginem o caos que se seguiu quando todos os monges correram, cada um para um lado, mas São Jerônimo calmamente levantou-se e foi se encontrar com o hospede não convidado. Naturalmente o leão não podia falar, mas ofereceu a sua pata ferida ao bom padre. Jerônimo examinou a pata e pediu a um monge menos medroso, um balde com água e lavou a pata ferida do leão. Aí Jerônimo notou que a pata estava perfurada por espinhos. Jerônimo retirou com cuidados os espinhos e aplicou uma pomada e o ferimento rapidamente sarou. O gentil cuidado amansou o leão que ia e vinha pacificamente onde estava São Jerônimo como se fosse um animal doméstico. Deste episódio Jerônimo disse "Pensem sobre isto e vocês encontrarão varias respostas. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou, pois Ele curaria a pata sem a nossa ajuda, mas enviou o leão para mostrar quanto Ele estava ansioso para prover o que necessitamos para o nosso bem."
Os irmãos sugeriram que o leão poderia ser usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o monastério. E assim foi por muito tempo. O leão guardava o jumento enquanto este ia e vinha. Um dia entretanto, o leão ficou cansado de dormiu enquanto o jumento pastava. Mercadores de óleos egípcios levaram o jumento.
O leão lá pelas tantas acordou e passou a procurar o jumento.Com incrível ansiedade procurou todo o dia. No final do dia voltou e ficou no portão do monastério parado e consciente de sua culpa o leão não tinha mais o seu andar orgulhoso que ele fazia ao lado o burrico.
Quando outros monges o viram concluíram que o leão tinha na verdade comido o jumento. E eles recusaram a alimentar o leão e o enviaram de volta para comer o resto da sua matança. Mas ainda havia uma certa dúvida se o leão havia ou não matado o jumento e assim Jerônimo mandou que eles procurassem pela carcaça do jumento e não a encontraram, e nem sinal de violência. Os monges levaram a noticia para São Jerônimo que disse " Eu fico triste pela perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes dêem comida a ele, e ele fará o serviço do jumento.Façam com que ele traga em seu lombo algumas das peças de lenha." E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia ele subiu uma colina e viu na estrada homens montados em camelos e um montado em um jumento. Ele então foi de encontro a eles. Ao se aproximar ele reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram como puderam deixando o jumento e os camelos e sua carga para atras.
O leão conduziu os animais para o mosteiro .Quando os monges o viram aquela parada inusitada de um leão liderando um jumento e camelos correram para Jerônimo e ele foi lá, abriu os portões e disse: "Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e dêem comida a eles e esperem para ver o que Deus tinha em mente para mostrar a este seu servo quando nos deu o leão".
Quando sua instruções foram seguidas o leão começou a rugir de novo e a balançar o seu rabo alegremente. Os irmãos com remorso da calúnia que haviam pensado do pobre leão disseram uns aos outros "Irmão confie na sua ovelha mesmo se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião e Deus fará um milagre para curar o seu caráter".
Neste meio tempo Jerônimo sabendo o que viria disse: "Meus iramos fiquem preparados e preparem refrescos porque novos hóspedes virão e deverão ser tratados sem embaraços’.
Assim os irmãos preparam para receber as visitas e em breve os mercadores estavam no portão. Foram bem-vindos, mas eles prostraram aos pés de São Jerônimo e pediram perdão pelas sua falhas. Gentilmente Jerônimo disse "dêem os refrescos a eles e deixem partir com os seu camelos e suas cargas. Os mercadores ofereceram metade do óleo que os seus camelos carregavam para as lâmpadas do mosteiro e mais alguns alimentos para os monges.
O chefe dos mercadores estão disse "Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano e nossos filhos e netos serão instruídos de seguirem esta ordem, e ainda nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer de nós ".
São Jerônimo aceitou e os mercadores de sua parte aceitaram os refrescos e partiram com benção e voltaram alegres para o seu povo. São Jerônimo então disse "vejam meus irmãos o que Deus tinha em mente quando nos mandou o seu leão"!



Fonte: cademeusantos.com.br

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O esplêndor da vida religiosa

A vida religiosa deve ser um exemplo perfeito de uma vida totalmente dedicada a Nosso Senhor e à Santa Igreja. O religioso através de uma vida de intensa oração, recolhimento e mortificação se aproxima de forma extraordinária da perfeição evangélica que nós como batizados temos o dever de buscar. Existem diferentes ordens e congregações religiosas que a seu modo são caminhos maravilhosos para o céu.
Contudo com a atual crise da Igreja muitas ordens e congregações abandoram suas regras e suas disciplinas e se tornaram centro de propagação de heresias. Entretanto muitos membros de várias ordens continuaram fiéis à sua regra primitiva e ao seus cotumes. Dentre eles podemos citar os capuchinhos de Margon, os dominicanos de Avrillé, os carmelitas de Wyoming, os redentoristas transalpinos, os trapistas de Mariawald (retornaram a liturgia tradicional em 21 de novembro de 2008), os beneditinos de Le Barroux e algumas outras comunidades. Devemos rezar muito pela perseverança e pelo crescimento dessas comunidades. Trago aqui várias fotos desses heróis da fé. Vejam como esses religiosos são totalmente diferentes do que estamos acostumados em nossas terras.





                                                                    
        



                                                     

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Voto Católico

Encontrei um site que pode ser de grande valia para que nós católicos autênticos escolhamos nossos candidatos nas eleições do próximo domingo. Nele existe uma lista de muitos candidatos que são declaradamente contra as questões morais. Devemos tomar ciudado, pois existem muitos candidatos do PSDB e do DEM que também são favoráveis ao aborto, ao casamento gay e etc. Não só os Petistas e os do PC do B são moralmente inaceitáveis, também existem outros lobos por ai em outros partidos.

Para acesar o site aqui

domingo, 26 de setembro de 2010

Missa profanada em Lavras-MG

video


Esta aberração aconteceu na paróquia Nossa Senhora de Fátima na cidade de Lavras no estado de Minas Gerais na festa da padroeira da paróquia. O video não é dos melhores, mas fica evidente a profanação que fizeram. Um grupo de meninas entraram com a biblia portando uma vestimenta totalmente inapropriada, fazendo uma dança muito parecida com as danças profanas. Elas subiram no presbitério e entregaram a biblia para o padre que começou a dançar no meio das meninas. É terrível a situação liturgica na diocese de São João del Rei, principalmente na cidade de Lavras onde abusos são comuns em todas as cinco paroquias da cidade. Que Nosso Senhor tenha misericordia dessa situação! 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Thank you

We would like to thank you our visitors that access us in many parts of our world. We have been receiving many visits from USA, UK, Philippines, Australia, Germany, Italy, Canada, Portugal and Mexico. You all are so important for us. Thank you so much for you visit.
In Iesu et Maria
Pedro Henrique
Leonardo Henrique

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um exelente texto de Monsenhor Lefebvre

Trancrevo aqui uma exelente conferência de Monsenhor Marcel lefebvre feita em 13 de agosto 1981 em Buenos Aires. Realmente é assustador conhecer a verdadeira face do que acontecia nos "bastidores" do Concílio Vaticano II. Quanta podridão! É horrível falar assim, mas é a verdade. Quantas almas se perderam e se perdem pelo modernismo que lá existia. Rezemos pedindo a Santíssima Virgem auxilio nesse tempo de trevas. 

Conferência pronunciada pelo Arcebispo Dom Marcel Lefebvre em Buenos Aires, a 13 de agosto de 1981:

Senhoras e senhores:
Sempre sinto grande alegria quando volto a esta formosa República Argentina. Já começo a conhecer o país, mas, infelizmente, não posso falar-lhes em espanhol e terei de recorrer ao padre Michel Faure para fazer-me entender.
Sabemos que se formulam muitas perguntas acerca de minha atitude na Igreja, de minha posição na Igreja. Qual é a atitude de Monsenhor Lefebvre na Igreja Católica?
Qual é a situação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X no seio da Igreja?
Quero responder a estas perguntas da maneira mais exata e correta. Para isso, creio que devemos considerar brevemente qual é a situação atual da Igreja e, dessa maneira, explicar as razões de nossa atitude e posição.
Penso que me encontrando ante um auditório seleto, ante um auditório profundamente católico, profundamente cristão, não me será necessário insistir sobre qual foi a situação da Igreja até o Concílio Vaticano II. Pode-se dizer que, de modo geral, a Igreja, os homens da Igreja, nos tempos do Papa Pio XII, a quem conheci pessoalmente quando fui Delegado Apostólico para a África Francesa, eram muito diferentes dos atuais. Tive oportunidade de encontrar-me freqüentemente com Pio XII, todos os anos, durante onze anos.
Posso dizer que, de maneira geral, nas Congregações Romanas e no Vaticano, existia um sentido muito profundo da fé católica. Trabalhava-se realmente para o reinado da Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo, reinado sobre as pessoas, sobre as famílias e sobre a sociedade.
Certamente, os senhores sabem que há quatro séculos realizaram-se grandes esforços para lutar contra essa doutrina católica, contra essa Fé na Igreja, mas o certo é que quando alguém ia ao Vaticano, verificava que a Fé Católica estava viva em todas essas Congregações romanas e ali se encontrava um apoio considerável, sobretudo para um bispo missionário como eu era.
Naquela época, se necessitássemos esclarecer nossa fé sobre algum ponto da doutrina, era suficiente consultar a Congregação do Santo Ofício para obter resposta clara e precisa, conforme a Fé da Igreja e seu magistério. Não havia vacilação.
Do mesmo modo, para conhecer que tipo de relações queria manter o Vaticano entre a Santa Sé e as sociedades civis, era suficiente dirigir-se à Secretaria de Estado que tinha, então, princípios muito claros e precisos em face dos Estados que não eram católicos ou com relação aos Estados inteiramente católicos.
Lembro-me, por exemplo, de que no tempo do general Franco, na Espanha, o Papa Pio XII dizia-me que nunca se realizara uma concordata tão conforme com a doutrina católica como a concordata celebrada com o governo espanhol. Da parte do Santo Padre, dizer isso é algo extraordinário.
Em todos esses domínios experimentava-se, então, a sabedoria secular da Igreja, de nossa Santa Madre Igreja, como se podem sentir a sabedoria e a proteção da Santíssima Virgem Maria para com os seus filhos. Quando os princípios das relações entre o Vaticano e os Estados estavam imbuídos da Fé Católica, não existiam dificuldades no que se refere às relações dos Estados com a Igreja.
Quando os Estados eram católicos, a Santa Sé contava com o apoio dos chefes de estado, no que toca à sua missão de salvar as almas, aos quais pedia que Nosso Senhor Jesus Cristo reinasse na sociedade. Quando os chefes de estado redigiam uma constituição, consignavam no primeiro artigo que “a religião católica é a única reconhecida oficialmente pelo Estado”. Assim, cumpria-se o que desejava a Santa Sé; o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação das almas, não para ter influência temporal nesses Estados.
Quando se tratava de Estados que não eram católicos, por exemplo, o Senegal, onde estive durante quinze anos como Arcebispo, para 3.500.000 habitantes havia 3.000.000 de muçulmanos e 500.000 animistas, 100.000 dos quais, felizmente, se converteram à Fé católica. Éramos, por conseguinte, uma pequena minoria, e que fazia a Igreja neste caso? Enviava sacerdotes, bispos, religiosos e religiosas, irmãos das escolas cristãs, irmãos que se dedicavam a ensinar o povo, de maneira que lentamente, seguramente, os que não criam em Nosso Senhor Jesus Cristo, convertiam-se à Igreja, transformavam-se em cristãos, ainda que ao preço do sangue desses pregadores.
Quantos desses missionários enviados pela Igreja, no curso dos séculos, foram chacinados, mortos porque diziam que Nosso Senhor Jesus Cristo devia ser o Rei das pessoas, o Rei da sociedade!
Esses missionários, a Igreja colocou-os nos altares e considerou-os mártires.
Igualmente, a Igreja colocou nos altares muitos santos, santos Papas, santos bispos, santos sacerdotes, religiosos, religiosas, pais de família, mães de família, reis, rainhas, pobres.
A Igreja mostrava, assim, o exemplo dessas pessoas que haviam trabalhado, cada uma em seu meio, que haviam trabalhado no curso de sua vida para santificar-se pelo reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo e para estabelecer seu reinado nas almas. Todos esses reis e rainhas que foram canonizados nos dão exemplos extraordinários que bem poderiam ser adotados em nossos dias.
Quão orgulhosos estaríamos de ter, atualmente, exemplos de reis e rainhas que viveram como santos! Que exemplo para o mundo inteiro! Conservou a Igreja essa postura até os tempos de Pio XII.
Mas, infelizmente, devemos reconhecer que algo mudou na Igreja. Certamente, quando digo Igreja, tenho consciência de que a Igreja não pode mudar, já que a Igreja será sempre eterna, santa, universal, católica e apostólica.
Destarte, quando falo da Igreja, entenda-se que não quero atacar a Igreja. Tenho imensa veneração pela Igreja e julgo que continuo sempre trabalhando por ela, como o fiz nos tempos de Pio XI e Pio XII. No entanto, não podemos deixar de reconhecer que algo importante se alterou na Igreja.
Se procurarmos as primeiras causas da situação atual, se investigarmos quem é o primeiro autor destas modificações encontraremos o primeiro inimigo, o grande inimigo de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu inimigo visceral, o próprio Satanás. O demônio lutou sempre contra Nosso Senhor Jesus Cristo e julgou que triunfava no momento da Crucificação, no momento do Calvário, mas ali também foi derrotado, por isso persistiu em atacar o Corpo Místico de Cristo, a Santa Igreja Católica, e então, desde o princípio e durante três séculos houve milhares e milhares de cristãos martirizados que deram testemunho da Fé, de sua Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Vieram depois as heresias, os cismas, os ataques contra a Fé, as divisões suscitadas pelo demônio e assim, desgraçadamente, milhões de cristãos separaram-se da Igreja.
Inventou também Satanás falsas religiões que tornaram impossível a conversão de povos inteiros, dificultando assim o trabalho das missões. Foi essa a obra do demônio durante quinze séculos, podemos dizer que até o momento da Revolução Francesa.
Até essa época o demônio trabalhava como inimigo da Igreja, para destruí-la de fora dela mesma e assim subtraiu povos inteiros ao reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo e levou-os às portas do inferno. Depois, para atacar com mais segurança a Igreja, que era defendida por seus filhos e governada pelos que se chamavam tenentes de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelos príncipes católicos, Satanás atacou os próprios governos dos Estados católicos e desatou uma perseguição contra esses Estados católicos, cuja conseqüência é já não haver Estados católicos.
Os Estados ateus, os Estados que não professavam nenhuma religião, perseguiram a Igreja Católica, que foi atacada, então, pelos mesmos Estados leigos que se haviam convertido em Estados anticatólicos. Constituiu isso êxito considerável para Satanás, no interior desses Estados, dessas universidades, dessas escolas, nas quais formou gerações imbuídas de liberalismo, de modernismo, de ateísmo, de sorte que chegou o momento, para Satanás, de apoderar-se desses Estados. Todos os ambientes católicos deixaram-se penetrar por esse clima.
O Papa São Pio X, em sua primeira encíclica de 1904, diz textualmente: “Agora o inimigo não está fora da Igreja, mas dentro dela mesma” e São Pio X designa os lugares em que se encontra o inimigo: o inimigo está nos seminários, ele infiltrou-se nos seminários, entre os professores dos seminários. Está claro isso: é São Pio X mesmo quem o diz.
Cinqüenta anos antes desse texto de São Pio X, o Papa Pio IX mostrou aos bispos o plano das sociedades secretas e pediu que se publicassem as atas das sociedades secretas italianas. Nesses documentos pode-se ler: de agora em diante penetraremos nas paróquias, nos bispados e nos seminários e termos assim párocos, bispo e cardeais que serão nossos discípulos e desses cardeais esperamos ter um dia um Papa que estará imbuído de nossa idéia e que não parecerá ter sido eleito pelas sociedades secretas. Assim, o povo cristão crerá seguir a tiara de Pedro, mas estará seguindo a nós.
Cinqüenta anos depois, este plano satânico realiza-se segundo as próprias palavras de São Pio X, e desde então não somente as sociedades secretas revelaram este plano e esta atividade, como também a própria Santíssima Maria, em Fátima e em La Salette predisse que um dia o inimigo subiria até os mais altos postos da Igreja. Isto significa algo muito grave: talvez não se tenha de remontar ao próprio Papa, mas até os postos de mando da Igreja.
E assim chegamos ao Concílio Vaticano II no qual os que estavam imbuídos destas idéias modernistas acabariam por triunfar.
Fui testemunha, particularmente, numa última sessão do Conselho preparatório do Concílio (pois eu era membro da Comissão Central, na qual havia setenta cardeais e vinte bispos, entre os quais eu me incluía como presidente da Conferência Episcopal da África Francesa) de uma violenta discussão entre o Cardeal Bea e o Cardeal Ottaviani sobre o documento da liberdade religiosa. Estes dois cardeais defrontaram-se de tal modo que o Cardeal Ruffini (do Bispado de Palermo) teve de intervir, dizendo que lamentava assistir a uma discussão tão grave entre dois cardeais, membros do Colégio de Cardeais, e que a única solução era apelar para a autoridade superior, isto é, o Papa. Nesta sessão, o cardeal Bea intitulou sua tese: “De libertate religiosa” (Acerca da liberdade religiosa); ao contrário, o Cardeal Ottaviani denominou-a: “Acerca da tolerância religiosa”. Vê-se que o Cardeal Ottaviani defendeu a tese tradicional da Igreja e o Cardeal Bea a tese liberal. Ambas foram submetidas à votação. Os cardeais votaram e comprovamos, de acordo com os resultados, que eles estavam totalmente divididos. Uns eram liberais e apoiavam o Cardeal Bea e outros eram conservadores e tradicionalistas e apoiavam o Cardeal Ottaviani. Ocorreu assim, conforme vimos no Concílio, que os liberais ganharam. Não se pode negar que os liberais dominaram o Concílio Vaticano II, lastimavelmente com o apoio de Sua Santidade Paulo VI.
Percebeu-se isso claramente ao conhecer os nomes dos quatro moderadores que o Papa Paulo VI nomeou. Estes moderadores eram os Cardeais Agagianian, Suenens, Dopfner e Lercaro. Destes um só era conservador: era o Cardeal Agagianian. Ele não falava, permanecia silencioso. Era um homem tímido, muito discreto, que falava pouco e não deixava sentir sua influência. O Cardeal Lercaro era bispo de Florença e seu Vigário Geral era membro do Partido Comunista. O Cardeal Suenens, por sua parte, só Deus sabe o que fez antes e depois do Concílio para divulgar suas idéias liberais. Por exemplo: deu conferências no Canadá a favor do casamento dos sacerdotes. O Cardeal Dopfner, de seu lado, mostrava um ecumenismo bem acentuado. Ele mesmo dizia que primeiro era a oração em comum entre protestantes e católicos e depois se poderia falar de doutrina. Isso fez com que a maioria dos bispos que tomavam parte do Concílio seguisse a minoria liberal que se assenhoreou, de fato, do Concílio. Eram estes os três moderadores do Concílio indicados pela Cátedra de São Pedro e isso demonstra que orientação tinha ela.
Seriam necessárias várias horas para poder mostrar-lhes como os liberais dominaram os acontecimentos do Concílio Vaticano II. Para que os senhores possam conhecer, por si mesmos, os fatos, parece-me oportuno aconselhar-lhes a leitura de um livro do Padre Ralph Wiltgen, “O Reno deságua no Tibre”, escrito originalmente em inglês e logo traduzido para outros idiomas (francês, italiano e alemão), onde se mostra imparcialmente, já que seu autor não era, falando propriamente, um tradicionalista, a imagem do combate que se travou entre liberais e alguns conservadores que ainda podiam falar.
Não podemos esquecer que o Papa João XXIII pediu expressamente aos cardeais da Cúria Romana, que eram sem dúvida os mais tradicionais, que não interviessem nas discussões do Concílio. De fato, os cardeais romanos, ainda que tenham integrado as comissões, não falaram mais. Foi um golpe duríssimo para os grupos conservadores que se mantinham fiéis à tradição da Igreja Católica, que não eram inovadores, que não eram modernistas.
Reunimo-nos em um pequeno grupo depois do segundo ano de Concílio: Monsenhor Sigaud, Monsenhor Castro Mayer (Bispo de Campos) e eu, e começamos a trabalhar a fim de reunir os bispos que pudessem opor-se a esse grande perigo que surgia dentro da Igreja. Nunca chegamos a superar o número de duzentos e cinqüenta.
Quero dar-lhes apenas um exemplo do que foi o Concílio: fizemos o possível para que o Concílio Vaticano II condenasse o comunismo. Sendo um concílio pastoral (não devemos esquecer que o Concílio Vaticano II foi um concílio pastoral), isto é, um concílio que tem como preocupação principal a salvação das almas, que tem como objetivo destruir os erros que ameaçam as almas, era necessário, sem dúvida, que este Concílio se opusesse ao perigo mais grave da nossa época, como é o comunismo, um perigo que se estende por todo o mundo.
Este Concílio, onde se reuniam 2.500 bispos responsáveis pela Igreja Católica, não foi capaz de condenar formalmente o comunismo!
Nós, por nossa parte, envidamos todos os esforços possíveis para que se condenasse o comunismo. Conseguimos reunir 450 assinaturas para pedir essa condenação. Monsenhor Sigaud e eu procuramos Monsenhor Felici, Secretário do Concílio, levando as assinaturas que havíamos reunido dentro do tempo fixado pelo regulamento interno, para que se propusesse aos padres conciliares a condenação do comunismo. Quando Monsenhor Garrone, que era o relator do Concílio, fez referência a este documento, disse que apenas um bispo havia apresentado a possibilidade de que se condenasse o comunismo, e nós conseguíramos 450 adesões! Monsenhor Garrone declarou que não tinha ouvido falar disso. Sabemos que Monsenhor Glorieux, que era um dos secretários do Concílio, deu sumiço à lista das assinaturas, de modo que não conseguimos outras para apresentar aos padres conciliares. Ante essa situação, pensamos dirigir-nos aos cardeais e aos bispos da cortina de ferro: o Cardeal Wyszynsky, o Cardeal Beran e o Cardeal Slipyi, que tinham sido perseguidos pelo comunismo e por ele aprisionados. Julgávamos que se lográssemos o apoio destes três cardeais, talvez pudéssemos obter cerca de mil assinaturas. Fomos os dois ver os citados cardeais. Havíamos preparado um projeto, com redação muito cuidada a cargo do Monsenhor Carli, no qual se pedia que os padres conciliares condenassem o comunismo.
Em primeiro lugar fomos ver o Cardeal Beran que, no momento, era arcebispo de Praga. Disse-nos: Estou totalmente de acordo com os senhores, quero assinar o documento, mas não sozinho. Se o assinar sozinho, os comunistas vão atacar minha família na Tchecoslováquia. Desejo assinar, mas quero que outros bispos, outros cardeais apóiem também esta posição, porque sendo muitos, lhe será muito mais difícil atacar-me. Finalmente, após sua assinatura e prometendo-lhes que se nenhum outro bispo aceitasse a declaração lhe devolveríamos sua assinatura. Fomos procurar o Cardeal Slipyi que vivia no Vaticano, atrás da sacristia de São Pedro. Quando lhe apresentamos o documento, ele nos disse: Estou totalmente de acordo com os senhores. Se há erro que devemos condenar é o comunismo. Já sabem qual é a minha posição, mas sou hóspede do Vaticano e estou certo de que lá em cima (apontando a cúpula de São Pedro) não querem que se condene o comunismo. Sei disso muito bem. Finalmente, procuramos o Cardeal Wyszynsky e, não o encontrando onde habitava, falei-lhe pelo telefone. Declarou-me: o senhor sabe qual foi minha intervenção no Concílio sobre esse assunto. Pedi que se redigisse um documento completo para condenar o comunismo e ninguém me apoiou; minha proposição foi rejeitada, já não pretendo intervir. Nessa altura vimo-nos obrigados a devolver ao Cardeal Beran sua assinatura. Esta é a verdadeira história do documento de condenação do comunismo que nunca foi aprovado pelo Concílio. Este único exemplo mostra o que foi o Concílio Vaticano II, um concílio em que se reuniram 2.500 padres e que não enfrentou o comunismo, o maior inimigo de Deus, da Igreja, de todo o princípio espiritual. Um Concílio que atua desse modo, condena-se a si próprio.
Se lhes desse todos os pormenores dessa coligação e da forma como se perpetrou a condenação de meu seminário e da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, os senhores ficariam estupefatos. Dou-lhes simplesmente isso: quando da visita que realizaram ao Seminário de Ecône, Suíça, dois bispos enviados por Roma, fui convidado por três cardeais para fornecer algumas informações complementares. Esta reunião não constituía, de modo algum, um julgamento eclesiástico. Pode dizer-se que era, simplesmente, uma visita de cortesia.
No começo da entrevista, a que estavam presentes o Cardeal Garrone e o Cardeal Wright e o Cardeal espanhol Tavera, o Cardeal Garrone perguntou-me: Monsenhor, podemos gravar esta conversação? Disse-lhes que poderiam gravá-la, desde que, posteriormente, me fornecessem uma cópia da gravação. Ele me disse que certamente a cópia me seria dada.
No entanto, acabada a conferência, quando pedi a cópia da entrevista, negaram-na. Um segundo exemplo que demonstra o que foi essa conversa com os cardeais romanos: querendo saber quem havia nomeado esses cardeais para entrevistarem-se comigo, se constituíam uma comissão, se se tratava de uma iniciativa particular ou se era algo que o Papa havia ordenado — e que eu de nada sabia, não tinha nenhum documento, nenhuma nota oficial e nunca se havia feito nada parecido no Vaticano — dirigi-me ao Cardeal Staffa que era o presidente da Assinatura Apostólica do Tribunal Romano e apresentei um recurso de queixa. Paguei os emolumentos exigidos por esse tribunal romano para apresentar a queixa e deram-me um recibo.
Tendo feito isso, o Cardeal Villot, Secretário de Estado naquela época, escreveu uma carta, de seu próprio punho, ao Cardeal Staffa, proibindo-o de entregar-me qualquer documento e ordenando-lhe encerrar imediatamente o processo. Vemos como o poder executivo imiscuiu-se na esfera do poder judicial. Algo que jamais sucedera na Igreja impediu que o Cardeal Staffa julgasse minha proposição. Assim, a Fraternidade, seus seminários e eu próprio fomos condenados sem processo, sem julgamento, sem documentos e sem que eu pudesse relacionar essa condenação com a visita dos dois monsenhores a Ecône.
Eu mesmo tive a oportunidade de dizer ao Papa João Paulo II (já o havia dito ao Papa Paulo VI) que a forma pela qual fora condenado era pior do que a que utilizavam os soviéticos. Eles, pelo menos, criam a farsa de um tribunal. Em meu caso nem isso foi permitido. De fato, eu devia fechar meus seminários, expulsar imediatamente meus seminaristas, no meio do ano, que cursavam seus estudos e depois despedir todos os professores. Os senhores compreendem que uma situação como esta só pode atribuir-se à ocupação da Igreja pelo modernismo, que persegue os tradicionalistas.
Recordam os senhores a história do cardeal Mindszenty. A maneira como esse cardeal foi tratado pelo Vaticano pode considerar-se ignóbil. O Cardeal Mindszenty, herói de seu povo, que quis permanecer durante largos anos em sua terra, asilado na embaixada dos Estados Unidos para ficar ao lado de seu povo, foi tratado pelas Congregações Romanas, pela Cúria Romana pior do que fora tratado pelos soviéticos. Outro exemplo é o do Cardeal Slipyi que me disse, ele mesmo, ter sido mais bem tratado na Ucrânia (Soviética) do que em Roma. Mais outro exemplo: o Cardeal Wyszynsky, quando em Roma, era vigiado e não podia circular livremente pela cidade. Tudo isso mostra uma perseguição totalmente ignóbil. Por quê? Porque esses três cardeais eram tradicionalistas. Então, quando nos dizem: deveis obedecer, nós lhes respondemos: não queremos obedecer aos inimigos da Igreja, não quero obedecer àqueles que destroem à Igreja. Não o admito.
O que o Papa Paulo VI intitulou “autodemolição da Igreja” nada mais é do que aquilo que fazem os próprios bispos e sacerdotes dentro da Igreja Católica. E eu não pretendo contribuir para a demolição da Igreja.
É triste o que acabo de dizer-lhes, mas os cardeais que atualmente estão em Roma, cujos nomes os senhores conhecem bem, continuam essa nova política, essa nova atitude da Igreja, contrária à tradição de Cristo. Quer pela liturgia, quer pelo ensinamento ou pelo catecismo, quer pela política em geral da Igreja em face dos Estados e das sociedades civis, impôs-se uma orientação completamente nova. Tudo mudou na Igreja.
Isso é bem claro na liturgia. Alteraram-se, subverteram-se todos os nossos sacramentos, suprimiram-se todos os livros antigos e substituíram-nos por novos livros. Não se trata de uma reforma como a de São Pio V, que teve como objetivo limpar a liturgia da missa das sedimentações acumuladas durante séculos, as quais não estavam muito de acordo com a tradição. A reforma de São Pio X teve o mesmo sentido: podaram-se os elementos que se lhe haviam aderido durante os anos precedentes e que não eram muito conformes com a tradição para que se voltasse ao seio da tradição. Agora, contudo, se trata da supressão da tradição, duma nova concepção da Missa, concepção que é mais protestante do que católica, que foi avalizada pela presença de seis pastores protestantes chamados para transformar nossa Missa…
É coisa nova no tratamento da Missa, da Santa Missa de sempre: chamar seis pastores protestantes para que venham mudá-la. Que podiam dizer esses pastores protestantes quando se lhes perguntou: que quereis que mudemos na Missa? Alinhar nossa liturgia com a liturgia protestante. É este o sentido do diálogo de que tanto se fala: uma atitude gravíssima que corresponde a um princípio geral, o de considerar a religião dos outros tão verdadeira quanto a nossa. Conseguintemente, considerar que a religião católica não é a única religião pela qual alguém pode salvar-se, a única religião divina fundada por Deus, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, com orientação perfeitamente distinta das outras. É inconcebível.
A própria Igreja pediu aos Estados que não sejam mais Estados católicos, que suprimam o primeiro artigo de suas Constituições, que diz “A religião católica é a única religião reconhecida pelo Estado”. Foi a própria Santa Sé que pediu isso aos diferentes Estados e por isso já não há Estados católicos. Isso acabou. Porque a Santa Sé deseja que todas as religiões sejam reconhecidas igualmente em todos os Estados, que todas as religiões sejam iguais perante o Estado. É uma orientação completamente nova da Igreja. Jamais a Igreja aceitou, jamais a Igreja tomou esta posição. Jamais aceitou a Igreja que se ponha em pé de igualdade Nosso Senhor Jesus Cristo, Buda, Lutero e todos esses fundadores de falsas religiões.
Sob o aspecto político, os senhores sabem perfeitamente que, em quase todo o mundo, os Bispados favorecem positivamente a revolução comunista e o socialismo.
Na França, a eleição de Mitterand deveu-se em grande parte aos esforços dos bispos e sacerdotes que pediram que os fiéis votassem no socialismo. Resultado: temos quatro ministros comunistas e isso com o apoio de bispos e clérigos. É inimaginável. Roma não interveio para evitar que na França se constituísse este governo socialista. Um governo que é, de fato e nos fatos, ateu militante; que pretende monopolizar todo o ensino e que, conseqüentemente, porá as mãos em todas as escolas católicas.
Quando tive oportunidade de viajar ao México, em janeiro passado, publicou-se um documento do Episcopado mexicano no qual se apoiava expressamente a revolução de El Salvador, a ponto de solicitar aos católicos mexicanos que contribuíssem ora com armas para lutar contra o governo, ora com dinheiro para ajudar a revolução. Aonde vamos? Que Igreja é esta? Dizem-nos: os senhores desobedecem, mas devemos obedecer? Devemos obedecer a esses bispos? Acaso representam a Igreja? Sem dúvida ainda há bons bispos e que por isso são perseguidos. Os senhores têm um exemplo em sua pátria. Monsenhor Tortolo, que jamais chegou a Cardeal e que poderia ter sido Arcebispo de Buenos Aires. Outro exemplo é o do Monsenhor Morcillo, arcebispo de Madri a quem conheci muito bem. Jamais foi cardeal. Diziam-lhe: o senhor não pode ser cardeal, por que a diocese primaz da Espanha é a diocese de Toledo, logo só ao Arcebispo de Toledo corresponde ser cardeal. Imediatamente após a morte do Monsenhor Morcillo, Monsenhor Taracon, que era Arcebispo de Madri, foi elevado ao cardinalato. Todos os secretários do Concílio foram nomeados cardeais, mas Monsenhor Morcillo, que também era secretário, jamais foi nomeado.
O Cardeal Siri, que foi presidente da Conferência Episcopal Italiana, um mês após a eleição de Paulo VI foi destituído de seu cargo. Isto significa que se exerceu perseguição constante contra todos os bispos que defendem ou defenderiam a tradição na Igreja. Temos de reconhecer que há inimigos da Igreja que ocuparam a Igreja. A IGREJA ESTÁ OCUPADA.
Conhecem muito bem o Cardeal Pironio. Tendo as idéias e as atitudes que tem, foi nomeado Presidente da Congregação dos Religiosos!
Outro exemplo é o Cardeal Knox que é, de fato, sacrílego. Durante o Congresso Eucarístico de Melbourne (encontrava-me na Austrália, embora não tenha assistido ao Congresso), realizou-se a chamada missa Kamburu. Que é uma missa Kamburu? Mandou chamar a povoação primitiva, que vive no interior da Austrália, homens vestidos de maneira que os senhores podem imaginar, que dançaram no estrado que se havia preparado para a Missa, junto do altar; bailaram suas danças primitivas, enquanto se pronunciavam as palavras da Consagração. O que fez este homem é um sacrilégio, e este homem foi nomeado Prefeito da Congregação do Culto. Que pode fazer este homem à frente de tal Congregação?
O Cardeal Baggio, por exemplo, que foi Núncio Apostólico no Chile e teve de abandonar o país por razões que não o favoreciam (basta que perguntem ao governo do Chile quais foram essas razões) é agora encarregado da nomeação dos bispos.
O Cardeal Casaroli, atual Secretário de Estado, encontra-se na lista da loja maçônica P. 2 publicada pelos periódicos. Não sou eu que o digo, são os jornais italianos.
Como se pode conceber que a Igreja continue sua tarefa de santificação por meio desses homens? Enquanto tiverem à testa da Igreja, nós, os tradicionalistas, seremos sempre perseguidos e a Igreja continuará sua auto-demolição.
Concluo. De nossa parte, nós já escolhemos e dessa escolha não nos afastamos. Queremos continuar na Igreja de sempre. Queremos permanecer fiéis aos 250 Papas que defenderam a Tradição e a Fé Católica. Queremos continuar o sacerdócio da Igreja e é por isso que seguiremos ordenando sacerdotes, malgrado a proibição de Roma. Queremos ordenar verdadeiros sacerdotes para que eles continuem rezando a verdadeira Missa, por todo o mundo e ao longo da história. Isto é indispensável.
Todas essas reformas liturgias foram feitas por esse mau espírito de Ecumenismo, de falso ecumenismo. É por isso que a fé desapareceu e não há vocações.
Tive a felicidade de ordenar mais de 100 jovens sacerdotes, membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (em 2010 já são mais de 500)
No próximo mês de outubro contaremos com 270 seminaristas que pertencem aos cinco seminários que foram fundados nos últimos dez anos. Os senhores sabem que começamos as obras de um seminário aqui na República Argentina, a 40 km de Buenos Aires, na localidade de La Reja, onde já contamos com 20 vocações, sem citar os seminaristas que, já tendo feito o ano de espiritualidade no Seminário da Argentina, prosseguem hoje os seus estudos em Ecône (Suíça), em Albano (Itália) ou os que têm vocação monástica, que prosseguem os estudos em Bedoin e S. Michel em Brenne (França).
Deste seminário em Buenos Aires ocupa-se, particularmente, o Padre Michel Faure e seu diretor é o Padre Morello. Queremos construir aqui um seminário capaz de albergar 120 seminaristas que virão de todos os países hispano-americanos, para perpetuar esse sacerdócio de que lhes falo, para continuar a fé católica nessas terras. Aonde irão vossos filhos, se já não existem escolas católicas? Nas escolas católicas atuais ensinam-lhes princípios contrários a fé, ensinam-lhes educação sexual…
Nós já fizemos nossa eleição, não a mudaremos, porque queremos ser e queremos morrer católicos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Beato John Henry Newman novo doutor da igreja??

.- O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, assinalou que o Vaticano confia na próxima canonização do agora Beato Cardeal John Henry Newman, e assinalou que existe uma "possibilidade concreta" de que seja declarado Doutor da Igreja.

Em conferência de imprensa uma hora depois da Missa de beatificação do Cardeal inglês John Henry Newman presidida ontem pelo Papa Bento XVI em Birmingham, o sacerdote explicou que o processo para a canonização do Cardeal deve seguir uma série de passos que exige ademais um segundo milagre realizado por sua intercessão.

O Pe. Lombardi opinou que logo depois da beatificação celebrada pelo mesmo Santo Padre, o Cardeal Newman atrairá maior atenção e devoção e se mostrou "otimista" por sua próxima canonização.

No avião de volta a Roma desde Birmingham, o porta voz vaticano disse que com o grande aporte intelectual e espiritual do Cardeal Newman existe "uma possibilidade concreta de que o Papa procederá neste sentido" de declará-lo Doutor da Igreja. 


Fonte: ACIDigital.com

domingo, 19 de setembro de 2010

Para quem pensa que já viu de tudo...

É realmente impressionante a criatividade que os padres modernistas possuem no que diz respeito a profanação da Santa Missa. Na igreja pós-conciliar é possivel encontrar de tudo: padres vestidos de palhaços, leigos rezando oração eucarítica, teatro, futebol e etc. Contudo eu acreditava piamente que essas aberrações tinham um limite, mas vejo que isso não é verdade. Eu ainda me espanto com as coisas que vejo.
Buscando imagens na internet encontrei fotos de missas com fantoches. Isso mesmo: Fantoches!! Ela são rezadas regularmente e transmitidas pela TVCN (para variar um pouco).
É realmente um absurdo o que fazem com a Santa Missa. Vejam que o ambiente liturgico dessas missas parecem mais um  palco de um programa infantil. Os fantoches são os responsáveis pelos "comentários" da missa. Isso é uma verdadeira profanação. Que Nosso Senhor tenha piedade dessa igreja Neo-protestante.







sábado, 18 de setembro de 2010

Um mês a serviço da Santa Igreja

Caros Amigos,

Salve Maria!

Nosso blog completa hoje um mês a serviço da Santa Igreja. Neste primeiro mês de postagens e trabalhos gostariamos de agradecer a todos que nos visitaram e nos deram seu apoio.
Esperamos sinceramente que nosso trabalho possa ajudar muitas pessoas a conhecerem a verdadeira doutrina católica, pois esse é nosso único objetivo.
Pedimos humildemente a  todos o que nos visitam que rezem uma Ave Maria por nosso trabalho.

Muito obrigado a todos

In Iesu et Maria

Pedro Henrique
Leonardo Henrique

Aos legalistas, Mons. Perl responde:

Letter by Msgr. Camille Perl Regarding Society of St. Pius X Masses

Pontificia Commissio "Ecclesia Dei" January 18, 2003

(...)

(...) "Can I fulfill my Sunday obligation by attending a Pius X Mass" and our response was:

"1. In the strict sense you may fulfill your Sunday obligation by attending a Mass celebrated by a priest of the Society of St. Pius X."

(...)

His second question was "Is it a sin for me to attend a Pius X Mass" and we responded stating:

"2. We have already told you that we cannot recommend your attendance at such a Mass and have explained the reason why. If your primary reason for attending were to manifest your desire to separate yourself from communion with the Roman Pontiff and those in communion with him, it would be a sin. If your intention is simply to participate in a Mass according to the 1962 Missal for the sake of devotion, this would not be a sin."

(...)


Sincerely yours in Christ, Rev. Msgr. Camille Perl Secretary

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dom Alano e as palmas na missa

Todos sabemos que no Brasil temos poucos bispos que horam a missão recebida. A maioria deles pouco importa com o bem das almas. Defendem heresias, abusos liturgicos, questões imorais e etc. Certamente o povo brasileiro esta necessitado de pastores de verdade que seriam capazes de darem suas vidas pela salvação das almas.
Nesse contexto desolador Nosso Senhor certamente não abandona seu povo e envia verdadeiros pastores que buscam conduzir seu rebanho na Sã Doutrina. A Arquidiocese de Niterói realmente esta bem servida de pastores. Sempre digo que a missa mais bem celebrada, em rito novo, que eu assisti em toda minha vida foi em Niterói. Dom Alano é um exemplo de bispo corajoso e preocupado com a salvação do seu rebanho. Nesta semana fiquei sabendo que ele proibiu as palmas nas missas em Niterói. Este foi um ato de grande corajem e amor para com a santa liturgia. Realmente não deve ter sido fácil dar uma tapa na cara dos RCCistas. Eles acham que mandam na Igreja e o pior acham que a liturgia pode ser celebrada ao gosto deles. Alguém tem que fazer alguma coisa para acabar com esses protestantes disfarçados. Parabéns Dom Alano! Que seu exemplo possa ser seguido por outros bispos.
Reproduzo aqui um artigo da Arquidiocese de Niterói explicando a corajosa medida de Dom  Alano:

Porque não se adequa a teologia da Missa que conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas. Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembléia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior. Porque o gesto de bater palmas olvida duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.
Finalmente porque sendo a liturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dom Nourrichard - O Bispo de Évreux

E pensar que Dom Antônio e Dom Marcel foram excomungados por sagrarem Bispos que manteriam o ensino da Tradição da Igreja...

Mais informações, leia aqui

terça-feira, 14 de setembro de 2010

" É melhor acender uma luz do que amaldiçoar as trevas"

"Apesar de, na adolescência, alguém ter descortinado em mim indícios de vocação mais militardo que eclesiástica, nunca me senti com armas empunho. Não sei se por virtude, formação ou temperamento, não é de meu feitio inventar inimigos para ter o prazer de destruí-los. Percebo-me mais levado à comunhão do que ao combate. Nestes oito anos de episcopado, penso que em nenhuma homilia eu tenha perdido tempo condenando a quem pensa diferente, seja ele espírita ou evangélico, ateu ou maçom. Até mesmo porque tenho por mim que é melhor acender uma luz do que amaldiçoar as trevas."
Com essas palavras, que deixam qualquer católico sério perplexo, Dom Redovino Rizzardo iniciou seu artigo no jornal de sua diocese Dourado-MS. O artigo visava esclarecer os católicos acerca dessa instituição diabólica que é a moçonaria, que vem destruindo a Igreja com seu relativismo. Os bispos como sucessores dos apóstolos deveriam ser os primeiros no combate árduo contra as heresias e contra as seitas diabólicas como a maçonaria e tantas outras. Pelo visto Dom Redovino não acredita nisso. Para ele a luta não vale a pena. É uma perda de tempo. A luta contra os erros que levaram tantos a derramarem sangue não tem valor segundo o bispo de Dourados. O que vale é ser amiguinho de todos. Seja ele quem for. Mesmo negando todos os ensinamentos da Igreja e sendo responsável pela perdição eterna de inúmeras almas.
É desesperador ver a decadência que toma conta do clero brasileiro. O clero vem perdendo cada dia mais sua identidade como defensores da verdade e guardiões da Sã doutrina. Aliás ele vem sendo propagador de inúmeras heresias. Creio eu que o imenso relativismo, como o defendido por Dom Redovino, é uma das mais poderosas armas que Satanás usa contra a Igreja de Deus. Esse relativismo podre unido a esse ecumenismo falso leva as pessoas a crença de que tudo é bom. Já que o bispo não critica a maçonaria, o espiritismo o ateísmo, o protestantismo essas coisas são todas boas (assim pensam as pessoas mais simples e sem conhecimento da doutrina). Esses cléricos modernistas deveriam se envergonhar do que fazem. Colocam confusões na cabeça das pessoas. São eles aquelas pessoas que Nosso Senhor fala no evangelho: " Não se salvam e não deixam as pessoas se salverem."

In Exaltatione Sanctæ Crucis

Hoje a Santa Igreja celebra a solenidade da Exaltação da Santa Cruz. Certamente a cruz de Nosso Senhor é o maior escandalo para o mundo. Basta ver os modernistas que têm um verdadeiro repúdio pela cruz salvadora de Jesus e tentam de todas as formas descaracterizar o imenso mistério de nossa salvação. Trazemos aqui algumas meditações feitas pelos santos da Igreja acerca do sacrifico redentor de Nosso Senhor. Para os santos a meditação da paixão e morte de Jesus era a fortaleza na luta contra as falsidades do mundo. Que assim também aconteça conosco.

Santo Afonso de Ligório:
  
“Alma devota, se queres crescer sempre mais na virtude e de graça em graça, procura meditar todos os dias a Paixão de Jesus Cristo”. Isto é de S. Boaventura, e acrescenta: “Não existe exercício mais apropriado para santificar a tua alma que a meditação dos sofrimentos de Jesus Cristo”. E S. Agostinho diz “que vale mais uma lágrima derramada em memória da Paixão de Cristo que fazer uma peregrinação a Jerusalém e jejuar a pão e água durante um ano”.

Santa Teresinha do Menino Jesus:

“O canto do sofrimento unido aos Seus sofrimentos é aquilo que mais cativa o Seu coração.
Jesus arde de amor por nós…! Olha a Sua Face adorável…! Olha os Seus olhos apagados e baixos…! Olha essas chagas… Olha a Face de Jesus… Ali verás como nos ama”.

São JoseMaria Escrivá: 

“Na meditação, a Paixão de Cristo eleva-se além do limite frio da história ou a piedosa consideração, para se apresentar diante dos olhos, terrível, aflitiva, cruel, sangrenta…, cheia de Amor... E sente-se que o pecado não se reduz a uma pequena “falta de ortografia”: é crucificar, pregar com marteladas as mãos e os pés do Filho de Deus, e fazer-lhe saltar o coração.

 São Paulo da Cruz:

“A recordação da Paixão Santíssima de Jesus Cristo e a meditação das Suas virtudes… conduzem a alma à união íntima com Deus, ao recolhimento interior e à contemplação mais sublime...
A Paixão de Jesus Cristo é a obra mais maravilhosa do Amor de Deus.
A Paixão de Jesus Cristo é o melhor meio para levar as almas à conversão, até mesmo as mais empedernidas.
Conservem cuidadosamente a piedosa recordação dos sofrimentos do Filho de Deus e viverão eternamente.
O caminho mais rápido para chegar à santidade cristã é o de se perder, totalmente, no oceano dos sofrimentos do Filho de Deus.
No imenso oceano da Paixão de Jesus Cristo a alma cristã pesca as pérolas preciosas de todas as virtudes

e faz seus os sofrimentos do seu amado Bem."

São Pedro de Alcântara: 

"São seis as coisas que se devem meditar na Paixão de Cristo: A grandeza das Suas dores, para nos compadecermos delas. A gravidade do nosso pecado, que é a sua causa, para o detestarmos. A grandeza do benefício, para o agradecer. A excelência da Divina bondade e caridade, que se descobre nela, para a amar. A conveniência do mistério, para se maravilhar dele. E a multidão das virtudes de Cristo, que resplandecem nela, para as imitar.
De acordo com isto, quando vamos meditando devemos ir inclinando o nosso coração, umas vezes compadecendo-nos das dores de Cristo, pois foram as maiores do mundo, quer pela delicadeza do Seu Corpo, quer pela grandeza do Seu Amor, como também por padecer sem nenhuma forma de consolação, como está dito noutra parte.
Umas vezes, devemos ter em atenção o tirar desta motivos de dor pelos nossos pecados, considerando que eles foram a causa de que Ele padecesse tantas e tão graves dores como padeceu. Outras vezes, devemos tirar dela motivos de amor e agradecimento, considerando a grandeza do Amor que Ele através dela nos manifestou e a grandeza do benefício que nos fez redimindo-nos tão copiosamente, com tanto suor da sua parte e tanto proveito para nós"

São Francisco de Sales:

A Paixão de Nosso Senhor é o motivo mais doce e mais forte que pode mover os nossos corações nesta vida mortal… lá em cima, na glória, depois do motivo da Bondade divina conhecida e considerada em si mesma, e da morte do Salvador será o mais poderoso, para arrebatar o espírito dos Bem-aventurados no Amor de Deus.




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Salvem o Brasil!

O flagelo do Comunismo está a se espalhar pelo país. Dentro de poucos
dias o destino daquela que foi a "Terra de Santa Cruz" poderá estar marcado para sempre!
E com o advento de tão terrível ideologia, virá também a aprovação de tudo quanto é imoral e
terrível aos olhos de Deus: O aborto, o ateísmo, o casamento gay, etc



Mais informações aqui

sábado, 11 de setembro de 2010

A necessidade de combater a falsidade

Todos sabem que a grande desgraça de nosso tempo é o modernismo. É justamente por causa dessa imensa heresia que a Igreja vive essa terrível crise que parece não ter fim. Hoje é inegável e até mesmo muito visível que a hierarquia é controlada por cabeças completamente modernistas. Basta olharmos o exemplo que temos no Brasil: a CNBB. A CNBB é o exemplo mais prático de uma total decadência do clero. Cada pronunciamento ou cada medida desta conferência mostra de forma muito clara como o modernismo esta presente na cabeça do clero atual.
O grande papa São Pio X alerta a todo mundo católico em sua encíclica Pascendi Dominici Gregis sobre quem são e aonde estão os verdadeiros inimigos da igreja : "Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem." Nós como católicos não podemos apoiar de forma alguma esses inimigos a Igreja, mesmo que muitas vezes utilizem uma barrete vermelha ou um solidéu lilás. Não importa se são da hierarquia ou se são apenas leigos. A verdade católica deve sempre prevalecer e nós devemos lutar para isso.
Diante da atual crise as idéias legalistas se tornam inimigas da verdade. Para o legalista o que vale é uma folha de papel com uma assinatura para que tudo esteja resolvido. Logicamente com isso não estou criticando ninguém e muito menos fazendo julgamento de pessoas. Um exemplo claro são as pessoas que não aceitam a FSSPX  apenas porque não possuem uma regularidade canônica. Certamente se a FSSPX ainda não possui seus estatutos aprovados pela Santa Sé é porque os inimigos internos da Igreja que São Pio X nos alertava trabalham incansavelmente para isso. 
A verdade e a luta para que a Igreja volte a ser gloriosa como sempre foi devem estar acima de um papel assinado. Nosso Senhor afirmou que a verdede nos libertará. Portanto quem ensina a verdade católica com clareza e amor deve ser apoiado e quem ensina a heresia e a falsidade deve ser combatido.
Peça-mos a Santíssma  Virgem, mãe da Verdade, que interceda por nós na luta contra a falsidade das "novas teologias".

Oremus

Oremus et pro perfidis modernistis, liberalibus et aliis sacrae doctrinae et liturgiae destructoribus, ut Dominus Noster auferat stultitiam a mentibus eorum, ut et ipsi agnoscant unicam Ecclesiam Dei cum omnibus traditionibus eius.

Oremus. Flectamus genua. Levate.

Deus qui pro peccatis nostris Concilium Vaticanum Secundum permissisti, da nobis Pontificem ad imaginem sanctorum Pii V et Pii X, qui sine timore sacram doctrinam et liturgiam venerabilem patrum nostrorum ad maiorem tuam gloriam cito restauret. Per Dominum...


Tradução livre (que obedece mais ao sentido e menos à literalidade):

Oremos pelos pérfidos modernistas, de sorte que Nosso Senhor tire a estultícia de suas mentes, livrando-nos e à sagrada doutrina e liturgia da destruição, e conheçamos a única Igreja de Deus com toda a sua Tradição.

Oremos. Ajoelhemos. Levantemos.

Deus, que pelos nossos pecados permitistes o Vaticano II, dai-nos um Pontífice à imagem de São Pio V e São Pio X, que sem temor, para Vossa glória, restaure a sagrada doutrina e liturgia que recebemos de nossos Pais. Por Nosso Senhor...

Fonte: http://apologeticacatolicablog.blogspot.com/2008/12/funcao-da-epiclese-e-o-caso-da-anafora.html

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Profanação a Santíssima Eucaristia na Espanha

Estou extremamente indignado com essa notícia que acabo de ler. Mais uma vez a Santíssima Eucaristia foi profanada de forma brutal em solo espanhol. Contudo, diferentemente do que costuma ocorrer, o sacerdote agiu de forma rápida contra esse sacrilégio. Rezemos muito por essa pobre alma desgraçada e nos una-mos à arquidiocese de Valência em um profundo ato de desagravo ao Santissmo Sacramento

.- A comunidade católica de Rótova, Valência, assistirá esta sexta-feira a um ato de desagravo à Eucaristia pelo sacrilégio ocorrido durante uma Missa no sábado passado, quando um jovem que acabava de comungar tirou a hóstia da boca e atirou-a no chão.

Os fatos ocorreram na igreja paroquial de Rótova durante a festa patronal da Divina Aurora. Vários jovens que participavam da festa nas ruas chegaram ao templo para a Missa do meio-dia e um deles, depois de receber a comunhão, extraiu a hóstia de sua boca e atirou-a ao chão.

Conforme informa o jornal ‘Las Provincias’, uma vez finalizada a Missa, várias testemunhas -entre eles o juiz de paz do município- informaram ao sacerdote celebrante, o Pe. Víctor Jimeno, do ocorrido. Um assistente levantou a hóstia que tinha sido pisoteada e entregou-a ao presbítero.

O Padre Jimeno reagiu com violência. Ele se aproximou do jovem que se ainda encontrava na igreja, deu-lhe uma bofetada e expulsou-o do templo chamando-o de “sacrílego”.

“Para mim o amor à Eucaristia é superior ao que tenho aos meus pais. Entrou-me algo no corpo que não sei o que aconteceu. Dirigi-me ao grupo, que estava tomando fotos em frente ao altar e perguntei a ele se ele havia jogado no assoalho a forma, ante a pergunta ele respondeu sorrindo”, declarou o sacerdote, arrependido por ter agredido o jovem em quem também descarregou um chute no traseiro.

Horas depois, o Padre Jimeno celebrou uma Missa e pediu perdão aos paroquianos, à família do jovem e ao protagonista por sua conduta. Os pais do jovem também se desculparam com a paróquia pela incompreensível atitude do rapaz.

O Padre Jesus Sánchez, vigário episcopal de Safor, declarou ao jornal ‘Levante’ que este foi um episódio muito "triste" e –sem justificar a violência- explicou que o Padre Jimeno “reagiu como um pai ante uma ofensa".

O Padre Sánchez acrescentou que "o sacerdote, o prefeito e o povo merecem um dez por ter trabalhado pelo perdão e para voltar a propor a relação entre as partes".

"Tudo isto me afetou muito, estou muito triste. Passei a noite sem dormir, rezando e chorando", revelou o Padre Jimeno ao diário ‘Levante’ e admitiu que é difícil fazer que as pessoas que não são religiosas entendam o fato ocorrido.

O sacerdote explicou que só desde a fé se pode compreender o significado do ocorrido com o corpo e o sangue de Cristo, pois "é o pior que se pode fazer a um fiel".

Ato de desagravo

O ato de "desagravo e reparação" foi anunciado pelo Padre Jimeno de acordo com as instruções recebidas do Arcebispado de Valência. A cerimônia será oficiada pelo Padre Sánchez e consistirá em uma "exaltação e expressão de amor à Eucaristia", à qual foram convidados não só os paroquianos da localidade, mas também os sacerdotes da zona, muitos dos quais expressaram sua solidariedade com o presbítero de Rótova.

Fonte: ACI Digital

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um verdadeiro amor pela Eucaristia

Cada dia mais vemos que as pessoas estão perdendo o amor, a fé e a reverência a Jesus Sacramentado. Certamente isso é fruto da atual crise que a Santa Igreja vive. Infelizmente hoje é muito comum entrarmos em uma igreja e não encontarmos o sacrário no seu lugar de exelência que é o centro do altar-mor. Também cada vez mais testemunhamos abusos terríveis para com a liturgia que são uma verdadeira profanação para com o Santíssimo Sacramento. Como se não bastasse tudo isso, hoje muitos sacerdotes proibem aos leigos receberem a santa comunhão da forma mais digna e piedosa que é diretamente na boca estando o fiel de joelhos. Eu mesmo ja foi proibido duas vezes pelo sacerdote de minha paróquia de receber a santa comunhão assim. O resultado de tudo isso é uma perda total da fé. Grande parte do clero não tem o menor pudor em desrespeitar a Eucaristia e os pobres leigo aprendem da boca e dos atos de seu próprio pastor  a desrespeitar e a profanar o centro da fé católica: O Senhor Sacramentado.
Porém as coisas nem sempre foram assim. No seu exelente livro Dominus Est, Dom Athanasius Schneider relata a fé viva no Sanhor sacramentado vivida por sua mãe e pelo beato Alexij Saritski. Realmente fiquei emocionado com o relato do prelado. Num tempo de grande perseguição que o comunismo impunha à Igreja  na antiga União Soviética, a fé estava viva na alma das pessoas e o respeito e a veneração a Jesus Sacramentado era o que fortalecia aquelas pobres almas. Recorramos aos santos pedindo que intercedam pela Igreja neste tempo de crise e por todos que são perseguidos pela fé.

Relato:

Maria Schneider, minha mãe, contava-me: depois da segunda guerra mundial, o regime estalinista deportava muitos alemães do Mar Negro e do rio Volga para os montes Urais, para se servir deles em trabalhos forçados. Todos eram internados em paupérrimas barracas, num ghetto da cidade. Muitas vezes, iam ter com eles, no máximo segredo, alguns sacerdotes católicos, para lhes administrar os sacramentos. E faziam-no, pondo em grave perigo a sua própria vida. Entre esses sacerdotes, que vinham mais frequentemente, estava o Padre Alexij Saritski (sacerdote ucraniano greco-católico e biritualista, morto como mártir no dia 30.10.1963, próximo de Karaganda e beatificado pelo Papa João Paulo II no ano 2001). Os fiéis chamavam-no afectuosamente “o vagabundo de Deus”.
No mês de Janeiro de 1958, na cidade de Krasnokamsk, perto de Perm, nos montes Urais, inesperadamente, chegou em segredo Padre Alexij, proveniente do lugar do seu exílio, da cidade de Karaganda, no Kazakhstan.
Padre Alexij empenhava-se em que o maior número possível de fiéis fosse preparado para receber a Sagrada Comunhão. Por isso, ele mesmo se dispunha a ouvir a confissão dos fiéis literalmente dia e noite, sem dormir e sem comer. Os fiéis continuamente lhe diziam: “Padre deve comer e dormir!” Mas ele respondia: “Não posso, porque a polícia pode prender-me de um momento para o outro e, depois, tantas pessoas ficariam sem se confessar e, por isso, sem comungar”. Logo que todos se haviam confessado, Padre Alexij começou a celebrar a Santa Missa. Inesperadamente, uma voz se ouviu: “A polícia está próxima!”. Maria Schneider assistia à Santa Missa e disse ao sacerdote: “Padre, eu posso escondê-lo, fujamos!”
A mulher conduziu o sacerdote para uma casa fora do ghetto alemão e escondeu-o num quarto, levando-lhe também alguma coisa de comer e disse: “Padre, agora, o senhor pode finalmente comer e repousar um pouco e, quando chegar a noite, fugiremos para a cidade mais próxima”. Padre Alexij estava triste, porque todos estavam confessados, mas não tinham podido receber a Sagrada Comunhão, porque a Santa Missa que apenas tinha começado tinha sido interrompida por causa da aproximação da polícia. Maria Schneider disse: “Padre, todos os fiéis farão com muita fé e devoção a Comunhão espiritual e esperamos que o Senhor possa regressar, para dar-nos a Sagrada Comunhão”.
Chegada a noite, começou-se a preparar a fuga. Maria Schneider deixou os seus dois filhos pequenos (um menino de dois anos e uma menina de seis meses) a sua mãe e chamou Pulcheria Kock (a tia de seu marido). As duas mulheres chamaram o Padre Alexij e fugiram, uns 12 quilómetros através do bosque, com neve e ao frio nada menos que a 30 graus abaixo de zero. Chegaram a uma pequena estação, compraram o bilhete para o Padre Alexij e sentaram-se na sala de espera, porque tinham de esperar ainda uma hora pela chegada do combóio. Inesperadamente abriu-se a porta e entrou um polícia que se dirigiu directamente ao Padre Alexij. Diante do Padre perguntou-lhe: “o senhor onde vai?” O Padre não ficou em condições de responder pelo seu espanto. Ele não temia pela sua vida, mas pela vida e pelo destino da jovem mãe Maria Schneider. Pelo contrário, a jovem mulher respondeu ao polícia: “Este é nosso amigo e nós acompanhámo-lo. Eis o seu bilhete” e entregou o bilhete ao polícia. Este, guardando o bilhete, disse ao sacerdote: “Por favor, não entre no último vagão, porque esse será desligado do resto do combóio na próxima estação. Boa viagem!”. E imediatamente, o polícia saíu da sala. Padre Alexij olhou para Maria Schneider e disse-lhe: “Deus mandou-nos um anjo! Jamais esquecerei aquilo que ele fez por mim. Se Deus mo permitir, regressarei, para dar-vos a Sagrada Comunhão e em todas as minhas Missas rezarei por si e por seus filhos”.
Passado um ano, Padre Alexij, pôde regressar a Krasnokansk. Desta vez, pôde celebrar a Santa Missa e dar a Sagrada Comunhão aos fiéis. Maria Schneider pediu-lhe um favor: “Padre, podereia deixar-me uma hóstia consagrada, porque minha mãe está gravemente doente e ela desejaria muito receber a Comunhão, antes de morrer?” Padre Alexij deixou uma hóstia consagrada, sob a condição de que se administrasse a Sagrada Comunhão com o máximo respeito possível. Maria Schneider prometeu agir desse modo. Antes de se transferir, com a sua família, para Kirghistan, Maria administrou a sua mãe, doente, a Sagrada Comunhão. Para o fazer, ela pôs luvas brancas novas e, com uma pinçazinha, deu a Comunhão a sua mãe. Depois, queimou a bolsa em que estava depositada a hóstia consagrada.
As famílias de Maria Schneider e de Pulcheria Koch transferiram-se depois para Kirghistan. Em 1962, Padre Alexij, visitou secretamente Kirghistan e encontrou Maria e Pulcheria, na cidade de Tokmak. Celebrou a Santa Missa na casa de Maria Schneider e, seguidamente, ainda uma outra vez, na casa de Pulcheria Koch. Como gesto de gratidão a Pulcheria, esta mulher anciã que o tinha ajudado a fugir no escuro e no frio do inverno dos montes Urais, Padre Alexij, deixou-lhe uma hóstia consagrada, dando-lhe, porém, uma instrução bem precisa: “Deixo-lhe uma hóstia consagrada. Faça a devoção dos primeiros nove meses em honra do Sagrado Coração de Jesus. Todas as primeiras sextas-feiras do mês, a senhora faça a exposição do Santíssimo na sua casa, convidando para adoração pessoas de absoluta confiança, e tudo deverá ser feito com a máxima segurança e no maior segredo. Depois do nono mês, a senhora poderá consumir a hóstia, mas faça-o com a maior reverência possível!” E assim se fez. Durante nove meses, houve em Tormak uma adoração eucarística clandestina. Também Maria Schneider estava entre as adoradoras.
Estando de joelhos diante da pequenina hóstia, todas as senhoras adoradoras, estas senhoras
verdadeiramente eucarísticas desejavam ardentemente receber a Sagrada Comunhão. Mas, infelizmente, havia apenas uma pequena hóstia e, ao mesmo tempo, numerosas pessoas desejosas de comungar. Por isso, Padre Alexij tinha decidido que, no fim dos nove meses, a recebesse apenas Pulcheria e todas as outras mulheres fizessem a Comunhão espiritual. No entanto, estas Comunhões espirituais eram muito preciosas, porque tornavam estas mulheres “eucarísticas” capazes de transmitir aos seus filhos, por assim dizer, com o leite materno, uma profunda fé e um grande amor à Eucaristia.
A entrega daquela pequena hóstia consagrada a Pulcheria Koch, na cidade de Tokmak, em Kirghistan, foi a última acção pastoral do Beato Alexij Saritski. Imediatamente depois do seu regresso a Karaganda, da sua viagem missionária a Kirghistan, no mês de Abril do ano de 1962, Padre Alexij foi preso pela polícia secreta e posto no campo de concentração de Dolinks, perto de Karaganda.
Depois de muitos maus tratos e humilhações, Padre Alexij obteve a palma do martírio “ex aerumnis carceris”, no dia 30 de Outubro de 1963. Neste dia, celebra-se a sua memória litúrgica, em todas as igrejas católicas de Kazakhstan e da Rússia; a Igreja greco-católica ucraniana celebra-o, juntamente com outros mártires ucranianos, no dia 27 de Junho. Foi um santo eucarístico que conseguiu educar mulheres eucarísticas. Estas mulheres eucarísticas eram como flores crescidas na escuridão e no deserto da clandestinidade, tornando assim a Igreja verdadeiramente viva.

Livro: Dominus est, Dom Athanasius Schneider

  

Os protestantes e a missa nova

 Max Thurian

"As comunidades não católicas poderão celebrar a Santa Ceia com as mesmas orações que a Igreja católica [da Nova Missa de Paulo VI] : teologicamente, isto é possível”."
(Max Thurian, pastor protestante de Taizé. Citado no jornal "La Croix" du 30 mai 1969)

 Roger Schutz

"As novas orações eucarísticas [da Missa Nova de Paulo VI] apresentam uma estrutura que está conforme a missa luterana.."
(Roger Schutz, pastor protestante de Taizé. Citado na Revista "Itinéraires" n°305, p.162)

Pasteur Viot
"O que nós consideramos, e bem acima, é um ponto sobre o qual todos os protestantes concordam -- e não há divergência sobre este ponto -- é que a missa possa ser uma repetição do sacrifício de Jesus Cristo, que o padre possa oferecer o Corpo e o Sangue uma vez mais. Isto nos parece, e eu vos digo muito francamente, abominável que se possa repetir algo que é único e perfeito, isto não pode ser repetido, e o grande mérito do Ordo de Paulo VI [a Missa Nova de Paulo VI] é que ele abriu um caminho exatamente neste sentido, e que é assim que a Igreja conciliar agia.
O que era intolerável na Missa de Pio V, eu escrevi no jornal Le Monde, e eu me refiro a isso frequentemente, é que muitos dos nossos antepassados na fé preferiram subir no cadafalso antes que assistir aquela missa. E eles tinham uma certa coragem, teologicamente tinham razão, porque aquela missa não é possível aos nossos olhos, no campo evangélico."
(Pastor Viot, presidente do Consistório Luterano de Paris. Citado in "Una Voce" de Julho de1985)

Pastor Jordahn

"Assim, na minha paróquia de Hamburgo, por exemplo, nós usamos normalmente a oração eucarística II [da Missa Nova de Paulo VI], com a forma luterana das palavras da instituição, e omitindo a oração para o Papa."
(Pastor Ottfried Jordahn, conferência no instituto Dom Herwegen da abadia de Maria Laach, no dia 15 junho de 1975. Citado na Revista "Itinéraires" n°218, p.116)

Revista protestante

"As novas orações litúrgicas [da Missa Nova de Paulo VI] deixaram cair a falsa perspectiva de um sacrifício oferecido a Deus."
("uma das mais importantes revista dos protestantes", citada por Jean Guitton no jornal "la Croix" de 10 de dezembre de 1969)

Universidade protestante

"Nada na missa agora renovada [por Paulo VI] pode realmente desgostar o cristão evangélico."
(M. Siegvalt, professor de dogmática na Faculdade Protestante de Strasbourg. Carta ao Bispo de Strasbourg, citada no jornal "Le Monde" de 22 novembre de 1969)

Consistório protestante

"Tendo em vista as formas atuais da celebração eucarística na Igreja católica [a Missa Nova de Paulo VI], e em razão das convergências teológicas existentes, muitos obstáculos que poderiam impedir a um protestante de participar desta celebração litúrgica parecem em vias de desaparecer. Poderia ser possível, hoje, a um protestante reconhecer na celebração litúrgica católica a Ceia instituida pelo Senhor"
(Consistório superior da confissão de Augsbourg e da Lorraine. Declaration de 8 dezembro de 1973, publicada na "L'Eglise en Alsace", janeiro de 1974, publicação do Escritório diocesano de informação, citada na "La nouvelle Messe", de Louis Salleron, 2ª edição, p.193)
Nós consideramos a utilização das novas orações eucarísticas [da Missa Nova de Paulo VI], nas quais nós nos reencontramos, e que têm o mérito de nebular a teologia do sacrifíco, que nós tínhamos o costume de atribuir ao catolicismo.
Estas orações nos convidam e reencontrar uma teologia evangélica do sacrifício ."
(Id., citado in id.)

Roger Mehl

"Se levarmos em conta a evolução decisiva da liturgia católica [com a Missa Nova de Paulo VI], a possibilidade de substituir o canon da missa por outras orações litúrgicas, o obscurecimento da idéia segundo a qual a missa seria um sacrifício, a possibilidade de comungar sob as duas espécies, não há mais motivos para as Igrejas da Reforma proibir aos seus fiéis de tomarem parte na Eucaristia da Igreja Romana."

(Roger Mehl, protestante, in "Le Monde" de 10 de setembro de 1970)


Osservatore Romano

"É interessante notar o comentário sueco que diz algo neste sentido: a reforma litúrgica (...) se aproximou das mesmas formas da liturgia da Igreja luterana."

("Osservatore Romano", 13 de outubro de 1967)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um modelo para toda juventude

 Os santos devem ser nossos modelos. Certamente quando nos deparamos com a vida de um santo que viveu uma vida muito semelhante à nossa cheia de estudos, obrigações escolares e familiares começamos a refletir nossa própria vida e chegamos à  conclusões de que muitas vezes nos afastamos do caminho da santidade. Então é hora de renovar os propósitos de vida, procurar um bom sacerdote para a santa confissão e direção espiritual e começar novamente o esforço para viver segundo a vontade de Deus. São Domingos Sávio é certamente um dos maiores exemplos para nós jovens. Viveu apenas quinze anos, mas o espirito de oração, mortificação e caridade que ele alimentava o transformou num modelo de virtude possível de ser vivido por toda juventude

 Domingos Sávio nasceu a 2 de abril de 1842, em Riva, a duas milhas de Chieri, na Itália. Faleceu a 9 de março de 1857. Foi declarado Venerável por Pio XI, em 1933. Foi beatificado por Pio XII em 1950, que o canonizou a 13 de junho de 1954.
Já aos quatro anos, não era necessário lembrá-lo de que rezasse as orações da manhã e da noite, o Angelus e as orações de antes e depois das refeições. Sempre que os pais se esqueciam, ele tomava a iniciativa de recitá-las.
Em uma ocasião, uma visita sentou-se à mesa sem praticar nenhum ato de religião. Não ousando chamar a atenção, Domingos retirou-se tristonho. Interrogado depois por seus pais, sobre o motivo daquela estranha atitude, respondeu: "Não me atrevo a sentar-me à mesa com uma pessoa que inicia a refeição como os animais".
Aos sete anos já sabia de cor o catecismo, e ardia em desejos de fazer a Primeira Comunhão. Não foi sem dificuldade que conseguiu a autorização, pois só se costumava admitir a este Sacramento meninos com 11 anos de idade.
Ao recebê-la, a alegria inundou seu coração. Parecia que sua alma já habitava com os anjos do Céu. Após a cerimônia, escreveu alguns propósitos, como: "Meus amigos serão Jesus e Maria; antes morrer do que pecar".
Era um pouco débil e delicado de compleição, de aspecto grave e ar doce, com um não sei quê de agradável seriedade e de humor sempre igual. Percorria diariamente uma distância de 16 quilômetros para ir à escola, onde obtinha, quase sempre, as melhores notas em todas as matérias.

O presente que lhe peço é que me ajude a ser santo

Um dia, ao ouvir uma pregação sobre a facilidade de santificar-se, seu coração inflamou-se no amor de Deus, e mais tarde declarou a Dom Bosco: "Quero dizer que sinto um desejo e uma necessidade de fazer-me santo. Nunca havia imaginado que se poderia sê-lo com tanta facilidade, e agora, que vi, quero absolutamente e tenho absoluta necessidade de ser santo".
Dom Bosco, algum tempo depois, queria dar-lhe um presente e perguntou-lhe o que gostaria de receber. Domingos disse: "O presente que lhe peço é que me ajude a ser santo. Quero dar-me todo ao Senhor, ao Senhor para sempre. Sinto verdadeira necessidade de fazer-me santo, e se não me fizer, não faço nada. Deus quer que eu seja santo, e tal há de acontecer".
A primeira coisa que se lhe aconselhou para chegar a esse fim, foi que trabalhasse para ganhar almas para Deus, posto que não há coisa mais santa nesta vida do que cooperar com Ele na obra da salvação.
Seguindo a recomendação, não perdia oportunidade para dar bons conselhos e advertir a quem dissesse ou fizesse coisas contrárias à santa lei de Deus. Tinha um verdadeiro horror às blasfêmias, e quando as ouvia, se não tinha condições de advertir o responsável, tirava o chapéu e dizia "Louvado seja Jesus Cristo!", para reparar a falta.
Para se compenetrar cada vez mais da resolução que tomara, lia de preferência a vida dos santos que trabalharam especialmente pela salvação das almas, e se encantava com a vocação dos missionários, em cuja intenção, pelo menos uma vez por semana, oferecia a comunhão. Muitas vezes exclamou: "Quantas almas esperam na Inglaterra nossos auxílios! Oh! Se tivesse forças e virtude, queria ir agora mesmo, e com sermões e bom exemplo convertê-las todas para Deus".
O pensamento de ganhar almas o acompanhava em todos os lugares. Seu semblante alegre, sua índole vivaz, o faziam querido por todos, e era a alma das recreações. Não perdia ocasião para levar um menino ao confessionário, e empregava diversos meios para consegui-lo, como passeios, jogos, etc.
Com a mesma finalidade, considerava como seus amigos especialmente os meninos que ficam esquecidos nos colégios, quer pelo seu temperamento ou pela sua ignorância. Alegrava-os com interessantes conversas e dava-lhes bons conselhos. Por esta razão, os doentes o queriam como enfermeiro, e os que estavam tristes e desiludidos contavam-lhe suas dificuldades.

Dominou os olhos vivazes, mantendo-os sempre recolhidos

Deus o havia enriquecido, entre outros dons, com o fervor na oração. Seu espírito estava tão habituado a conversar com Deus em todos os lugares, que, mesmo no meio das mais ruidosas algazarras, recolhia seu pensamento, e com piedosos afetos elevava o coração a Deus. Quando rezava em conjunto, parecia verdadeiramente um anjo: imóvel e bem composto, de joelhos, sem apoiar-se, a cabeça levemente inclinada para frente e os olhos baixos, com suave sorriso no rosto. Bastava vê-lo para se ficar edificado.
A compostura exterior dele tinha tanta naturalidade que se poderia pensar que a havia recebido assim das mãos de Deus. Mas quem o conheceu de perto pode afirmar que tudo era resultado de um grande esforço humano, coadjuvado pela graça divina.
Seus olhos eram vivacíssimos, e tinha que fazer-se não pequena violência para tê-los recolhidos. Ele mesmo contou a um amigo que, quando decidiu dominar o olhar, teve muito trabalho, e até padeceu de grandes dores de cabeça.
Além da modéstia do olhar, era muito comedido em suas palavras. Nunca seus lábios proferiram palavras de queixa pelos calores do verão nem pelos rigores do inverno. Sempre se mostrava satisfeito com tudo o que lhe serviam. Quando a comida estava muito cozida ou muito crua, quando tinha muito ou pouco sal, dizia que era assim que gostava, aproveitando a ocasião para mortificar-se.

Intensa devoção a Nossa Senhora

Sua devoção a Nossa Senhora era enorme, e fazia cada dia mortificações em sua honra. Pode-se dizer que toda sua vida foi um exercício de devoção à Santíssima Virgem.
Quando passava próximo de espetáculos públicos, não os olhava, o que levou um companheiro pouco piedoso a dizer-lhe: "Para que tens olhos, se não te serves deles para olhar estas coisas?". A resposta veio pronta: "Quero que me sirvam para contemplar o rosto de nossa celestial mãe Maria, quando, com a graça de Deus, seja digno de ir vê-la no paraíso".
No mês dedicado à Mãe de Deus, preparava uma série de exemplos edificantes, e pouco a pouco os ia narrando com muita disposição, para animar outros a serem devotos dEla.
Em 1856, Domingos demonstrou tanto fervor no mês de maio, que parecia, mais do que nunca, um anjo vestido de carne humana. Se escrevia, era de Maria; se estudava, cantava ou ia à aula, tudo fazia em honra de Maria.

Desejo ardente de falecer na Escola Salesiana

Sua atitude impressionava tanto, que um colega lhe perguntou: "Se fazes tudo este ano, o que farás no ano que vem?". E recebeu uma resposta através da qual se nota que pressentia chegar seu fim: "Isto corre por minha conta. Se ainda viver, contar-te-ei o que hei de fazer".
Como sua saúde ia debilitando-se, Dom Bosco o fez examinar por vários médicos. Inquirindo sobre o remédio mais útil para aplicar, um médico, que se encantara com o pequeno Domingos, disse que "melhor seria deixá-lo ir ao paraíso, para o que parece muito preparado".
Atacado por tosse obstinada, a conselho médico foi obrigado a ir para a casa dos pais, o que aceitou como penitência, mas demonstrando pouca disposição, pois queria acabar seus dias na Escola Salesiana, e sabia que se fosse para casa não voltaria mais, como ele mesmo afirmou.
Ao sair, chamou Dom Bosco, dizendo-lhe: "Posto que o senhor não quer esta minha carcassa, me vejo obrigado a levá-la a Mondonio (residência dos pais). Ver-nos-emos no paraíso".
Perguntou-lhe se era certo que seus pecados estavam perdoados, o que deveria responder ao demônio se viesse tentá-lo etc. Ao final, pediu as indulgências plenárias que o Papa concedera a Dom Bosco "in articulo mortis".
Ao sentir que se aproximava a morte, pediu que o pai lesse a Ladainha das Rogações, e algum tempo depois, com voz clara e alegre, disse: "Adeus, papai, adeus. Oh! que coisas tão belas vejo!"
E sorrindo com celestial semblante, expirou com as mãos cruzadas sobre o peito e sem fazer o menor movimento.
Tão logo se tomou conhecimento de sua morte, seus companheiros começaram a aclamá-lo como santo; nas ladainhas dos defuntos, em vez de responderem `rogai por ele', diziam `rogai por nós'. Quase a cada dia se recebiam notícias de graças recebidas pelos fiéis por sua intercessão.